Famílias sergipanas comprometem 40.7% para pagamento de dívidas

Cartão de crédito é o maior responsável por endividamento dos sergipanos

O Instituto Fecomércio de Pesquisa e Desenvolvimento (IFPD), da Federação do Comércio de Sergipe (Fecomércio-SE), realizou no último mês de setembro, uma pesquisa para avaliar o endividamento, intenção de consumo e confiança do consumidor em Sergipe.

Os dados apurados pela Fecomércio apontam um número preocupante para a população sergipana. As famílias sergipanas aumentaram o valor de comprometimento da renda para pagamento de dívidas de 33,7%, para 40,7%, mostrando o aumento de 7% em relação ao mês de agosto. O dado mostra que as famílias sergipanas estão mais endividadas e que há um risco de aumento na inadimplência coletiva em médio prazo.

Os aumentos sucessivos da carga tributária (ICMS, tributos, impostos federais e reajustes fiscais) induzem a perspectiva de redução da atividade econômica. As consequências dos aumentos e do comprometimento da renda com pagamento de dívidas, determinam a expectativa maior de inadimplência, levando à piora no cenário de emprego e redução do PIB em Sergipe, com a diminuição de postos de trabalho.

O endividamento geral das famílias sergipanas pesquisadas está em de 86,3%. São consideradas todas as dívidas que as famílias possuem, desde contas normais do cotidiano, até financiamentos automotivos e imobiliários, passando por muitas outras modalidades de compromissos que resultam em comprometimento de dívidas.

O percentual de famílias sergipanas que não apresentam condição de pagar suas dívidas totais chegou ao volume de 9,6% em setembro, com a parcela de 40,7% da renda total dos membros ativos economicamente, comprometida com o pagamento de dívidas. O tempo de pagamento dos compromissos em atraso aumentou de 48 para 60 dias em média. Ou seja, o sergipano está prolongando mais a rolagem de dívidas em atraso, para efetuar seu pagamento.

Para as famílias com menor faixa de renda, até 02 salários mínimos, o tempo de comprometimento com as dívidas aumentou de seis para sete meses no período de um ano, com o percentual de renda comprometido elevado de 29,4%, para 40,9% do total de seus proventos, utilizados para pagamento de dívidas. Desse total, 54.60% das famílias sergipanas nessa faixa de renda comprometem 50,20% de seu orçamento total. Na faixa de 31 a 50% de comprometimento de renda, 18,70% das famílias comprometem 24,40% da renda para honrar seus compromissos. E apenas 4,2% das famílias com renda até dois salários mínimos comprometem menos de 10% da renda com suas dívidas.

Famílias com renda até 10 salários mínimos por mês estão comprometendo uma média de 41,4% de seus valores percebidos, com pagamento das dívidas. Sendo o índice de 54,40% do total das famílias, utilizando mais da metade de seu orçamento para pagar as dívidas de cartões de crédito, cheques pré-datados, carnês de pagamento parcelado, empréstimos pessoais, prestações de financiamentos e seguros.

No patamar superior a 10 salários mínimos, o valor comprometido com as dívidas chega a 41,2% do total da renda. Para as famílias com essa faixa de renda, as contas em atraso reduziram de 24,1 para 16,7% na análise realizada pela Fecomércio em setembro. O tempo de comprometimento com as dívidas também diminuiu, passando de nove para oito meses. Entretanto, a parcela da renda comprometida aumentou de 36,7 para 41,2% do valor total, direcionado para pagamentos.

As famílias sergipanas com contas em atraso estão com uma média de 36,30% até 30 dias. Para o período de 90 dias em atraso, o volume aumenta para 36,60%. Já as dívidas atrasadas em mais de 90 dias, o número cai para 24,5% nas dívidas. O tempo médio de atraso das dívidas dos sergipanos é de 56,4 dias.

Os catões de crédito significam quase dois terços das dívidas das famílias sergipanas, totalizando 64,2% das pendências. Dívidas menores que somam-se perfazem 15,6%, empréstimos de crédito pessoal somam 9,3% das dívidas financiamentos automotivos alcançam 8,7% das dívidas das famílias sergipanas, seguido por carnês em 3,9%, cheque especial com 3,5%, crédito consignado em 2,4%, financiamento imobiliário representando 2,1% das dívidas e cheques pré-datados totalizam 1% das dívidas dos sergipanos. Completando a lista, 4,4% dos entrevistados não informaram quais são suas dívidas pendentes.

O número de pessoas ouvidas pela Fecomércio Sergipe foi de 1.000 representantes de famílias, com idade superior a 18 anos.

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