Lumibrasil apresenta projeto do Natal Iluminado na Fecomércio

Mais uma empresa apresentou o projeto de paisagismo e decoração para o Natal Iluminado 2021. Dessa vez, foi a Lumibrasil, empresa sergipana que realizou as três últimas edições do evento realizado pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, que atrai mais de 100 mil pessoas para as praças Fausto Cardoso, Almirante Barroso e Olímpio Campos, no Centro Comercial de Aracaju. A apresentação do projeto foi feita pelos representantes da empresa, Alexandre Landim e Márcio Landim, para o presidente do sistema, Laércio Oliveira.

De acordo com Alexandre Landim, o projeto de iluminação para as praças centrais de Aracaju contemplará um planejamento decorativo muito maior que os das últimas edições realizadas nas praças, com mais de 72 mil metros quadrados de área iluminada. Compõem a decoração, o carrossel, uma roda-gigante, além de decoração interativa para o público infantil, com brinquedos para as crianças, espaço gourmet, decoração alusiva ao festejo natalino, com temática religiosa, projeções exibidas nas paredes da Catedral Metropolitana, e um túnel de luz entrecruzado, com design similar a uma igreja no estilo neorromano, com identidade visual diferenciada. Além disso o projeto contempla pórtico de entrada, um farol decorativo a ser instalado na Ponte do Imperador e centenas de peças de decoração. O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, comentou sobre o projeto apresentado.

“No ano passado, tivemos que fazer um Natal Iluminado diferente, com menores proporções, mas neste ano, queremos fazer um evento muito maior, para devolver a confiança às pessoas, pois estaremos num momento avançado da vacinação e a população poderá voltar a viver sua vida normalmente. Queremos levar dias melhores, mais bonitos, nesse cartão postal especial que promovemos, levando novas esperanças para nosso povo. Esse projeto ficou muito bonito e está atendendo as nossas expectativas, queremos dar esse presente para Aracaju novamente”, disse Laércio Oliveira.

Durante a apresentação, Laércio teceu algumas sugestões em companhia das diretoras regionais de Sesc e Senac, Aparecida Farias e Priscila Felizola, e do coordenador do Natal Iluminado, Alex Garcez, para que a praça Olímpio Campos seja focada no atendimento às famílias, com brinquedos para as crianças e a exploração de iluminação nas áreas verdes. Laércio lembrou que o trabalho realizado pela Lumibrasil nos anos anteriores a credencia para o desenvolvimento do projeto, e pela preferência de contratação de trabalhadores locais. O presidente também comentou sobre uma novidade que será realizada na programação do Natal Iluminado deste ano. Os dias de iluminação das praças serão marcados por uma vasta programação cultural desenvolvida por Sesc e Senac, em formato de parada natalina.

Produtores de pescados apresentam demandas para Terminal Pesqueiro na Fecomércio

Na tarde de quarta-feira (03), empresários do setor de pescados participaram da reunião da Câmara Empresarial de Pesca e Aquicultura do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, para discutirem as demandas necessárias para o melhoramento da fluidez do mercado em Sergipe. A reunião contou com a participação do superintendente federal de Agricultura em Sergipe, Haroldo Araújo, empresários do segmento e secretários municipais de Agricultura e Pesca dos municípios de Brejo Grande, Nossa Senhora do Socorro e São Cristóvão, os três maiores produtores de pescados em Sergipe.

Foram discutidas as questões relativas ao beneficiamento do pescado no Terminal Pesqueiro Público (TPP) de Sergipe, que está em fase de estudo de viabilidade, em desenvolvimento pela empresa Terra Firme, cujo representante, Marcos Mendes, ouviu as demandas dos produtores de pescado. Os empresários e representantes dos municípios destacaram a importância do processo de beneficiamento do peixe e camarão pescado em Sergipe, no TPP, o que promoverá ganhos significativos para os pescadores locais, elevando a geração de emprego e renda no setor.

De acordo com o coordenador da Câmara Empresarial, Humberto Eng, a demanda por camarões em Sergipe está em franco crescimento, o que leva à necessidade de promover o beneficiamento do crustáceo no estado, por meio das atividades do Terminal Pesqueiro, em Aracaju. Segundo ele, desenvolver os processos no estado dará maior competitividade para o pescado sergipano, elevando a qualidade do produto, que, com a atuação do terminal, passará a ser beneficiado e receberá certificado do Serviço de Inspeção Federal (SIF), fazendo com que o valor agregado do camarão pescado em Sergipe, seja destinado para o próprio estado.

Segundo o empresário Félix Lee Fei, beneficiar o pescado no Terminal Pesqueiro trará grandes ganhos para a produtividade dos criadores de camarão e pescadores do estado, pois com o processo sendo realizado em Sergipe, o produto local poderá ser comercializado diretamente para os revendedores locais, sem a necessidade de ser levado para outro estado, para ser tratado, refrigerado e revendido no mercado local. De acordo com Lee Fei, 90% do camarão sergipano é beneficiado na Bahia, o que faz com que o próprio pescado sergipano seja vendido mais caro por ter que sair daqui, ser tratado e voltar para o comércio, com preço majorado pelo custo do processo e transporte.

O superintendente federal de Agricultura em Sergipe, Haroldo Araújo, destacou a importância da discussão do tema na Fecomércio, lembrando que a cadeia produtiva será amplamente melhorada com as soluções a serem encontradas a partir das demandas dos produtores.

“Compreendo com extremamente importante a interlocução entre o consórcio responsável pelo estudo de viabilidade do TPP de Aracaju, para fins de concessão, no programa de parceria e investimentos do Ministério da Economia e a Câmara Empresarial da Fecomercio. Esse diálogo servirá para melhor compreensão da dinâmica da cadeia produtiva e, por consequência, subsidiar o consórcio de informações necessárias para o estudo de viabilidade. O produtor conseguirá elevar o valor agregado do produto no próprio estado, ampliando a capacidade de revenda do pescado no nosso próprio comércio, sem a necessidade de buscar o beneficiamento fora de Sergipe, o que promove ganhos importantes para a economia.

Maurício Gonçalves, superintendente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, ressaltou como os processos de beneficiamento do pescado irão fortalecer o ciclo produtivo sergipano, dando mais oportunidade para as empresas do setor elevarem sua capacidade de atendimento ao público e aumentar o contingente de trabalhadores na atividade.

“O mercado de pesca e aquicultura de Sergipe tem muito a ganhar com a atividade do Terminal Pesqueiro. Com a realização dos processos de beneficiamento, tratamento e certificação sendo feitos assim que o desembarque dos barcos e caminhões for realizado, teremos maiores oportunidades de negociar diretamente com os comerciantes do produto, fazendo com que as empresas ganhem mais no exercício da atividade, possam buscar mais investimentos na formação de novas áreas de cultivo do pescado e aumentando a empregabilidade no setor. O trabalho da Fecomércio, através do presidente, Laércio Oliveira, para o melhoramento do mercado de pesca visa dar a real condição de competitividade de Sergipe no cenário nacional, pois somos um dos maiores produtores do Brasil e não podemos continuar comprando nosso próprio produto mais caro por causa de processos que podem ser feitos aqui em Sergipe”.

61% das empresas sergipanas pretendem contratar novos trabalhadores

O ano de 2021 apresenta sinais ainda mais claros de recuperação dos danos provocados pela pandemia da COVID-19 na economia sergipana. Fatores convergentes para a melhoria da economia local foram constatados pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, após verificar a análise realizada pela assessoria executiva, da pesquisa Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em fevereiro.

De acordo com a pesquisa, os empresários do comércio sergipano estão animados com a evolução do quadro econômico e pretendem realizar novas convocações de trabalhadores, elevando o estoque de empregos com carteira assinada, e alavancando a circulação de riquezas no setor produtivo do estado. O indicador de expectativa de contratação de funcionários diz que 61% dos empresários pretendem aumentar o número de colaboradores nas empresas. Laércio Oliveira, animou-se com os números e destaca que todas as atividades comerciais estão com ânimo para a contratação de novos trabalhadores.

“O empresário do comércio está mais confiante no quadro econômico atual. Os resultados expressivos do crescimento forte das vendas do comércio varejista ampliado, que seguem um ritmo acelerado desde agosto, a recuperação dos postos de trabalho perdidos durante a fase mais aguda da pandemia, depois da reabertura das atividades econômicas e um quadro mais estável da economia leva os empresários a criarem um sentimento de otimismo para o ano de 2021. Se temos 61% das empresas interessadas em aumentar seu quadro de colaboradores, é porque a economia está se recuperando dos problemas que sofreu em 2020 e as condições de atuação empresarial estão melhores. Esse índice é muito animador e inspira mais esperança de dias melhores para a economia sergipana, para o comércio de nosso estado”, afirmou Laércio Oliveira.

Nos grupos de atividades, as empresas que trabalham com o comércio de bens semiduráveis que pretendem aumentar seu quadro funcional totalizaram 55,8%; no grupo das empresas de bens duráveis, o percentual de interesse de contratação é de 65%; já as empresas que comercializam produtos não-duráveis que devem elevar o estoque de trabalhadores, o indicador apontou 66,6%. A perspectiva de contratação é variada, considerando a percepção de aumentar um pouco ou aumentar muito seu número de empregados. A expectativa de contratação está no mesmo ritmo de confiança das condições da empresa. 85,3% dos empresários indicaram que acreditam que as condições operacionais da empresa devem melhorar.

Crescimento nas compras online com cartões eleva endividamento dos sergipanos

O período de pandemia promoveu diversas mudanças na vida econômica das famílias, fazendo com que os consumidores buscassem alternativas para fazer suas compras, principalmente na modalidade online, que em Sergipe, de acordo com pesquisa inédita realizada pela Fecomércio, apontou a elevação de 130% do volume de vendas em estabelecimentos comerciais sergipanos que trabalham com comércio eletrônico. O crescimento das vendas no comércio online promoveu o aumento natural no endividamento das famílias sergipanas, que cresceu 6,6% no ano de 2020, atingindo o indicador de 75,7% de endividamento entre as famílias do estado.

De acordo com análise da assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe, da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o endividamento familiar dos sergipanos, tomando como base a região de Aracaju, subiu de 69,1% para os 75,7% atuais. O indicador é o mais alto em variação anual dos últimos cinco anos, no comparativo entre os meses de janeiro de 2017 a 2021. A compra com cartões de crédito no comércio eletrônico foi o principal fator que provocou o maior uso da capacidade de endividamento familiar. O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, explicou como funciona a relação do endividamento com o aumento das compras pelo e-commerce.

Laércio Oliveira analisa estudo da PEIC
Imagem: Marcio Rocha

“A pandemia ensinou as pessoas a fazer compras pelo comércio eletrônico e isso implicou no aumento das compras com cartões de crédito. Esse aumento no endividamento é natural, de acordo com o que estudamos todos os meses com nossa equipe técnica. Outras modalidades de pagamento estão em recuo, enquanto a compra com cartões cresce. Isso também se deve à facilidade para as famílias poderem pagar suas compras de forma parcelada, ou no crédito rotativo, renovado a cada mês. Com o crescimento nas compras pela internet, maior o uso do cartão de crédito. A prova disso é que nunca se vendeu tanto pela internet, como nesse período do isolamento social decorrente da pandemia”, afirmou Laércio Oliveira.

Tipos de Dívida

Os cartões de crédito lideram de forma absoluta a capacidade de compromissos das pessoas, com 93,4% do endividamento familiar, seguido pelas operações de crédito pessoal, com 15,6%, e compras por carnês, que fazem parte de 11,2% das famílias, devido ao aumento de compra na modalidade de crédito direto nas lojas, o conhecido crediário, que voltou a crescer entre as famílias depois da abertura das lojas do comércio, com as vendas diretas ao público. Outros tipos de dívidas, somados, perfazem 17,9%. O somatório é superior a 100% das famílias, considerando o fator indicativo que é normal que as famílias possuam mais de um tipo de dívida. Quase um quarto da população, de acordo com a amostragem analisada, não possui dívidas, sendo 24,3% das unidades familiares.

Nível de endividamento

De acordo com a PEIC, o nível de endividamento das famílias está entre baixo e médio. 62,7% dos entrevistados informaram que as dívidas familiares estão nesse patamar. Já 13% das famílias se encontram em nível de endividamento alto. O percentual médio da renda comprometida com o pagamento de compromissos é de 30,5% da dotação familiar. Laércio Oliveira comentou os resultados.

“Quando a família está com menos da metade da renda comprometida com pagamento de dívidas, é sinal indicativo de que está com endividamento mediano, e a grande maioria das pessoas no estado se encontram nesse nível. Temos um bom número de famílias sem dívidas, sendo uma em cada quatro, o que nos leva a entender que são aqueles que preferem fazer suas compras à vista”, afirmou.

2020 foi um ano de recuperação e superação para o comércio sergipano

O comércio varejista ampliado sergipano, conforme estudos preliminares da assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, estava com perspectivas de enceramento do exercício do ano de 2020 na faixa dos -3%, finalizando o ano com queda nas vendas. O resultado divulgado pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgado pelo IBGE na manhã desta quarta-feira (10), confirmou a expectativa da Fecomércio. De acordo com a PMC, o comércio varejista ampliado local fechou o ano de 2020 com -3,1% no volume de vendas dos estabelecimentos comerciais do varejo sergipano, incluso o comércio de materiais de construção e veículos. A receita das empresas fechou o ano com elevação de 1%.

O comportamento do comércio em Sergipe apresentou grande instabilidade, com depressão ao longo do primeiro semestre de 2020, chegando a atingir queda de -29,9% das vendas em abril. A situação foi preocupante para as empresas do setor, porque estavam de portas fechadas, devido às consequências da pandemia da COVID-19 no estado. Durante os quatro meses de fechamento das atividades econômicas, a ausência de vendas prejudicou a sustentabilidade das lojas e colocou em sério risco o ciclo econômico. Entretanto, com a reabertura, a situação das empresas apresentou melhorias gradativas, com crescimento surpreendente nas vendas. O que levou à recuperação das perdas gerais. Laércio Oliveira, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac comentou o resultado anual e destacou que o comércio mostrou sua força quando a economia mais precisava, na reabertura das lojas.

“Vivemos um ano turbulento, complicado e desafiador. Todas as empresas, incondicionalmente, sofreram com a pandemia, sentindo um grande impacto em suas vendas. Enfrentamos muitas dificuldades e isso criou uma espiral decrescente que ficou fora de controle por mais de 120 dias. Foi difícil para os empresários suportarem isso, mantendo os empregos das pessoas e tentando fazer seus negócios sobreviverem. Mas com a reabertura das lojas, a adoção das medidas de segurança para que as empresas trabalhassem de acordo combatendo a transmissão do coronavírus e isso trouxe os consumidores de volta às compras. Desde agosto que estamos em uma crescente de vendas extraordinária. O que amenizou os problemas do primeiro semestre, tanto que o resultado anual foi o que esperávamos, de acordo com nossos estudos técnicos. 2020 foi um ano de sofrimento para todos, mas de superação e vitória para o comércio”, disse Laércio Oliveira.

Os números de dezembro da PMC apresentaram um crescimento considerável diante do mesmo mês de 2019, com elevação de +8,1% no volume de vendas e de +14,7% na receita nominal apurada pelos estabelecimentos comerciais. Laércio lembra que a recuperação da atividade econômica está diretamente ligada ao crescimento dos postos de trabalho para as pessoas e elevação da renda dos sergipanos.

“Desde que voltamos a funcionar, os empregos do estado se recuperaram em grande parte, diante dos que haviam sido perdidos e a renda das famílias também aumentou. Esses são sinais que mostram que as empresas podem funcionar normalmente, pois a taxa de transmissão e mortes da doença não chegaram aos níveis de quando o comércio estava fechado, os postos de trabalho passaram a ser recuperados e as pessoas movimentando as lojas, elevaram a circulação de riquezas nas famílias, em forma de salários e compras de bens de consumo, o que acelerou a roda da economia e ajudou a amenizar um problema social que a pandemia também provocou que foi o desemprego dos sergipanos. Teremos um ano de 2021 com melhores resultados, essa é nossa perspectiva”, finalizou Laércio Oliveira.

Na modalidade restrita, o comércio varejista apresentou redução anual de -3,7%, com variação positiva de +0,7% na receita nominal das empresas. Em dezembro de 2020 relação ao mesmo período de 2019, as vendas oscilaram em -0,1% e a receita cresceu em +7,5%.