O comércio varejista de Sergipe apresentou um desempenho expressivo no mês de abril de 2025, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o volume de vendas do setor cresceu +4,0%, enquanto a receita nominal de vendas avançou +7,8%. O resultado demonstra não apenas um aumento na quantidade de mercadorias comercializadas, mas também um crescimento robusto do faturamento do varejo sergipano.
Esse cenário de crescimento está atrelado a fatores econômicos que têm impactado positivamente o consumo das famílias no estado. Um dos principais motores da expansão foi o maior número de pessoas empregadas, com a taxa de ocupação em alta em diversos setores da economia sergipana. Com mais trabalhadores em atividade, há uma elevação natural no poder de compra da população.

“A evolução do comércio varejista sergipano neste ano é um reflexo direto da confiança do consumidor, do crescimento do emprego e da atuação estratégica das empresas. O mercado está aquecido e os empresários estão atentos às novas demandas. Esse avanço mostra que o comércio de Sergipe está mais competitivo, moderno e alinhado ao comportamento do consumidor atual”, afirma Marcos Andrade, presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac de Sergipe.
Além disso, os dados indicam uma valorização da renda média dos trabalhadores sergipanos em 2025. Esse ganho real de salário tem impulsionado o consumo, especialmente de bens essenciais e duráveis, refletindo diretamente nas vendas do comércio varejista. A estabilidade inflacionária registrada no primeiro quadrimestre do ano também contribuiu para preservar o poder de compra dos consumidores, favorecendo a expansão das receitas no varejo.
O comércio varejista ampliado, que inclui além das atividades tradicionais, segmentos como veículos, motos, partes e peças, e material de construção, também teve desempenho relevante. Em abril, o volume de vendas avançou +2,1% e a receita nominal subiu +6,2% na comparação com abril de 2024, reforçando o cenário de retomada consistente do consumo no estado.
“O crescimento mais acentuado da receita nominal, acima do volume de vendas, na variação anual, que é o melhor indicador para mostrar o comportamento do mercado indica que há maior disposição do consumidor para gastos, com possível migração para produtos de maior valor agregado e menor resistência a preços. Isso é típico de um ambiente onde a renda real está em trajetória positiva, e a inflação está sob controle”, analisa o economista Márcio Rocha, chefe de comunicação e inteligência da Fecomércio Sergipe.
Os números reforçam o otimismo do setor empresarial com o ambiente de negócios local e sinalizam que o comércio segue como um dos principais vetores de crescimento da economia sergipana em 2025. A expectativa é que os próximos meses mantenham essa trajetória positiva, impulsionada por programas de incentivo ao consumo, calendário comemorativo e manutenção da renda em patamares favoráveis.
O Sistema S do Comércio é composto pela Fecomércio, Sesc, Senac, Instituto Fecomércio e 13 Sindicatos Patronais em Sergipe. Presidida por Marcos Andrade, a entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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