Acordo coletivo de trabalho dos comerciários é discutido com patrões


Publicado em : 07/05/2013 | por Carlos Fiel | Agência Comércio | Atualizado em: 02/02/2016


Empresários e comerciários sergipanos realizaram na manhã do dia 6 de maio, na sede da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), em Aracaju, a primeira rodada de negociação, objetivando discutir assuntos relativos à Convenção Coletiva de Trabalho 2013/2014. O encontro foi mediado pelo representante da SRT, Nilson Barreto Socorro, que na oportunidade, questionou a representação patronal a fim de garantir o primeiro de maio, como data-base da categoria, o que foi de pronto confirmado. A pauta reivindicatória encaminhada pela representação laboral aos empresários, ainda está sendo analisada, uma vez que nem todos os sindicatos filiados à Federação do Comércio (Fecomércio), tiveram condições de convocar seus associados para uma assembleia geral extraordinária.

 No decorrer da reunião, o presidente da Federação dos Comerciários do Estado de Sergipe (Fecomse), Ronildo Almeida, defendeu a necessidade de ampliação das conquistas dos trabalhadores, inclusive com a ampliação de conquistas não só econômicas como sociais. A pauta de reivindicação encaminhada ao setor patronal consta de 36 cláusulas sociais e econômicas, sendo considerada a mais importante, a vigésima oitava, parágrafo primeiro, que pede um piso salarial unificado de R$ 1.356,00 e 15% de aumento salarial, para quem ganha acima do piso. “Desde o final do mês de março, que encaminhamos a nossa pauta de reivindicações, mas até agora não houve resposta por parte dos setores da categoria econômica”, afirmou.

Na sequência, o presidente do Sindicato dos Lojistas, Gilson Figueiredo, que juntamente com o presidente da Federação do Comércio, Abel Gomes da Rocha Filho, representava o setor patronal, em breve relato, demonstrou para os comerciários presentes à reunião, as dificuldades que as pequenas e médias empresas enfrentam em relação aos grandes conglomerados, na Convenção Coletiva de Trabalho. Abel Gomes por sua vez, confirmou ter recebido a solicitação dos trabalhadores, mas disse que só teria  condições de apresentar uma contraproposta, quando todos os sindicatos patronais tivessem realizado suas assembleias gerais extraordinárias. Seguindo a reunião, as partes passaram a discutir livremente as pretensões e possibilidades de cada uma das bancadas, oportunidade em que foram expostos posicionamentos importantes para o balizamento das negociações futuras. No final, acordaram a realização de nova rodada de negociação para o dia 13 de maio, às 15h, na sede da SRT.

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Autor : Carlos Fiel | Agência Comércio
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