Gastos com alimentos e remédios são os mais usados no cartão de crédito
A pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), Indicador de Uso do Crédito e de Promoção ao Consumo”, mostrou que o uso do cartão de crédito já não se limita a compra de itens de mais alto valor, que geralmente são parcelados.
Segundo a pesquisa, as aquisições de produtos de primeira necessidade já são grande parte das aquisições feitas via cartão. Em junho, os alimentos de supermercados lideraram esse tipo de compra, com 62,7% de menções, seguidos dos remédios (45,4%) e dos combustíveis (36,6%). Além dessas informações, o levantamento mostrou que em junho, cerca de 25% dos usuários de cartão de crédito no país entraram no rotativo, ao não quitarem a fatura integral no período. Os que pagaram o valor cheio da fatura somam 72% da amostra. Para 38,7% dos entrevistados, usuários do cartão de crédito, a fatura do mês de junho aumentou na comparação com o mês de maio. Cerca de 22,9% notaram queda na fatura, ao passo que 32% acreditam que ela permaneceu igual. Considerando os que souberam reportar o valor gasto com as compras em junho realizadas no cartão de crédito, a média foi de R$ 1.045,63.
Fonte: Fonte: CNDL, SPC Brasil. Indicador de Uso do Crédito e de Propensão ao Consumo, Julho/2018.
Com relação ao uso do crediário (carnê, boleto, e cartões exclusivos de loja), a pesquisa revelou que o valor médio utilizado em maio foi de R$ 476,20. Os itens comprados foram roupas e calçados (37,9%); alimentos (19,7%); eletrônicos (16,7%); eletrodomésticos (15,2%), entre outros.
Outra informação importante revelada pela pesquisa diz respeito ao Indicador de Propensão ao Consumo, que investiga a vida financeira dos consumidores. Esse indicador mostrou que somente uma minoria dos entrevistados se encontra em situação confortável. Em cada dez brasileiros, oito (80%) vivem no aperto financeiro, seja por estarem no ‘zero a zero’, ou seja, sem sobras de dinheiro no orçamento (44%) ou até mesmo ‘no vermelho’, isto é, não conseguem terminar o mês com todos os compromissos financeiros quitados (35,9%). Os que estão com as contas ‘no azul’ foram somente 13,3% da amostra, sendo que 10,6% pretendem poupar e 2,6% pretendem gastar. Na avaliação dos próprios entrevistados, as principais razões para tantos brasileiros viverem com dificuldades financeiras são os preços elevados (43,2%) – mesmo com a inflação sob controle -, queda da renda (33,4%), desemprego (27,5%) e descontrole dos gastos (11,8%).
Segundo o levantamento, para o mês de julho, mais da metade (56%) dos consumidores planejam cortar gastos ao longo do mês, contra apenas 6% que desejam desembolsar mais.
A pesquisa abrange 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 800 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais.
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