Laércio desafia centrais sindicais sobre terceirização


Publicado em : 22/06/2015 | por Marcio Rocha | Agência Comércio | Atualizado em: 02/02/2016


O deputado federal Laércio Oliveira (SD) foi o palestrante do “Almoço com Negócios” promovido pela Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (Acese) na última sexta-feira (19). O evento contou com a presença de centenas de empresários e membros do setor produtivo sergipano, que compareceram para acompanhar os argumentos do deputado sobre o tema “Terceirização”.

Laércio destacou sua luta em favor da aprovação do Projeto de Lei 4330/2004, que trata da questão e que foi aprovado recentemente pela Câmara dos Deputados, ratificando o seu compromisso com a classe empresarial e a cadeia produtiva sergipana e brasileira.

“Continuo na mesma cruzada, desde que me elegi. Defender a terceirização é lutar em favor do setor produtivo nacional, defender a geração de emprego e renda para os trabalhadores e garantir cidadania para a população que trabalha nas empresas de terceirização. Regularizar a terceirização é fortalecer a economia e garantir uma sociedade mais justa e igualitária”, afirmou o deputado.

Segundo Laércio, a terceirização é o início da modernização das relações de trabalho. Laércio destacou que em sua luta pela aprovação do projeto, sofreu enfrentamento por parte de várias centrais sindicais que puseram pessoas até para invadir e depredar a Câmara dos Deputados, tentando forçar a não aprovação do projeto. Segundo o deputado, que é vice-presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), quem se opõe ao projeto o faz de forma gratuita, sem compreender o real sentido da regularização da terceirização.

“As centrais sindicais brigaram contra o projeto, por apenas um motivo. Eles perdem representatividade com a legalização dos trabalhadores terceirizados. As centrais só têm interesse em se fortalecer e pouco se importam com a real condição dos trabalhadores, sua cidadania e seu ganho de qualidade de vida. Por isso, também defendo a reforma sindical. É preciso fazer os sindicatos funcionarem de forma adequada para o trabalhador”, disse Laércio.

Laércio declarou que defende a terceirização de todas as maneiras, inclusive com a regulamentação do trabalho terceirizado para atividades-fim. Para ele, a regularização da terceirização faz com que a economia se fortaleça e se desenvolva, trazendo o progresso para todo o Brasil, o colocando no cenário competitivo internacional.

“A terceirização é prática fluente no mundo inteiro. Fazer a retirada da administração direta e das sociedades de economia mista, como a Petrobras, foi um grande erro. Estou trabalhando para que ele seja corrigido no Senado, onde o projeto se encontra. Do jeito que está, a própria Petrobras será destruída no mercado internacional por falta de competitividade. Justo ela que terceiriza mais de 300 mil trabalhadores”, lembrou.

IMG_9591O deputado, que preside a Federação do Comércio de Sergipe (Fecomércio-SE), também lembrou que o setor produtivo mundial depende de empresas que terceirizam serviços. Citou exemplos como empresas de telefonia multinacionais que fabricam seus aparelhos na Coreia, componentes eletrônicos na Malásia e tem a distribuição e revenda feita nos Estados Unidos. Para ele, terceirizar é globalizar a cadeia produtiva e fazer com que todos os trabalhadores conquistem oportunidade de vencer na vida. Ele destacou que somente no Brasil, são 13 milhões de trabalhadores terceirizados em mais e um milhão de empresas.

“Terceirizar é garantir o melhor ambiente de negócios para a economia e colocar o Brasil em uma situação competitiva em nível mundial. Com a terceirização regulamentada, o trabalhador tem sua segurança financeira e também jurídica. Pois acaba com os casos de empresários sem credibilidade que são contratados e depois deixam os trabalhadores sofrendo sem o cumprimento dos seus direitos. Responsabilidade solidária é a razão da terceirização para dar segurança ao trabalhador. Desafiei as centrais sindicais para mostrarem um artigo que tire direitos dos trabalhadores e eles ficaram calados. Sabem que não existe”, finalizou.

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Autor : Marcio Rocha | Agência Comércio
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