Sergipe foi apontado como o estado com o menor custo médio de vida do Brasil, segundo a Pesquisa “Custos de Vida do Brasileiro – janeiro 2026”, realizada pelo Serasa Experian. De acordo com o levantamento, o gasto médio mensal do sergipano é de R$ 2.010, o menor entre todas as unidades da federação.
O valor é significativamente inferior à média nacional, estimada em R$ 3.520 mensais, e também abaixo da média do Nordeste, que ficou em R$ 2.760. O resultado coloca Sergipe em posição estratégica no cenário nacional, especialmente quando comparado a estados como o Distrito Federal, onde o custo médio mensal chega a R$ 4.920.
O estudo avaliou despesas com moradia, supermercado, contas recorrentes, transporte, saúde, lazer, educação e serviços pessoais. Entre os destaques em Sergipe estão os gastos médios mensais de R$ 780 com supermercado, R$ 430 com contas recorrentes, R$ 310 com transporte, R$ 180 com alimentação fora de casa e R$ 140 com serviços e cuidados pessoais.
Esses valores ajudam a explicar o posicionamento do estado como o mais econômico do país. Segundo o presidente do Sistema Fecomércio-Sesc-Senac, Marcos Andrade, o dado reforça a competitividade de Sergipe no cenário regional e nacional.
“Esse resultado demonstra que Sergipe reúne condições estruturais favoráveis para o consumo e para a manutenção do orçamento familiar. Um custo de vida mais baixo amplia o poder de compra relativo da população e fortalece o comércio local, que passa a operar em um ambiente mais equilibrado. O dado consolida o estado como um mercado estratégico, onde políticas públicas eficientes e ambiente de negócios estável podem transformar o baixo custo de vida em vetor de crescimento econômico sustentável”, destacou Marcos Andrade.
O indicador pode contribuir para atrair novos investimentos para o estado, pois quando o custo de vida é menor, isso impacta diretamente na dinâmica econômica. O que se torna um diferencial importante para trabalhadores, empresários e até para quem deseja empreender ou se estabelecer no estado.
Para o chefe de comunicação e inteligência do Sistema Fecomércio, Marcio Rocha, o resultado deve ser analisado sob a ótica estratégica. “Ter o menor custo de vida do Brasil não é apenas um dado estatístico, é um ativo econômico. Isso significa que, proporcionalmente, a renda circula com maior eficiência dentro do estado. Em um cenário nacional de pressão inflacionária e aumento de despesas, Sergipe apresenta uma estrutura de custos mais enxuta, o que pode se traduzir em maior estabilidade para as famílias e previsibilidade para o comércio”, afirmou o economista.
No entanto, o desafio está em transformar esse diferencial em crescimento sustentado. É fundamental que o estado siga avançando na geração de emprego, aumento da renda média e atração de investimentos produtivos. Um custo baixo é vantagem competitiva, mas ele precisa caminhar junto com expansão econômica.
O levantamento também mostra que, apesar das diferenças regionais, 7 em cada 10 brasileiros consideram que o custo de vida aumentou nos últimos 12 meses. Ainda assim, Sergipe se destaca por apresentar a estrutura de despesas mais acessível do país, reforçando seu potencial como ambiente favorável ao consumo e ao desenvolvimento do comércio de bens, serviços e turismo.
O Sistema S do Comércio é composto pela Fecomércio, Sesc, Senac, Instituto Fecomércio e 13 Sindicatos Patronais em Sergipe. Presidida por Marcos Andrade, a entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

