Sergipe apresenta volta no crescimento do emprego, mas saldo ainda é negativo

A economia sergipana começa a apresentar sinais de recuperação no ramo final da cadeia produtiva, o mercado de trabalho. De acordo com os dados de empregabilidade divulgados pelo Ministério da Economia nesta semana, que foram analisados pela assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, o mercado de trabalho voltou a apontar crescimento após seis meses consecutivos de quedas drásticas.

Os dados referentes ao mês de agosto, apresentados pelo Novo Caged, apontaram um leve crescimento de 368 novos postos de trabalho com carteira assinada em Sergipe. A elevação interrompe a queda de seis meses, que extinguiu mais de 14 mil empregos, entre fevereiro e julho. Com isso, o estoque de empregos no saldo total dos oito primeiros meses do ano é negativo de -14.801 trabalhadores no mercado. O dado acumulado do ano de 2020 aponta 40.002 contratações, contra 54.803 demissões. A variação percentual relativa do ano em Sergipe é de -5,19%. Entre as unidades da federação, todas apresentaram recuperação no mercado de trabalho, mas Sergipe teve o pior desempenho no país, sendo o último na geração de emprego.

O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, comentou o resultado, lembrando que Sergipe vive muitas dificuldades na economia, devido às consequências provocadas pela pandemia no estado, por conta do fechamento das atividades econômicas.

“Apontamos uma possível virada no mercado de trabalho. Foram seis meses de queda e isso foi um grande tombo que Sergipe sofreu. As empresas ainda estão enfrentando dificuldades por causa da pandemia, com a ausência do consumidor nas lojas, o que prejudica toda a cadeia produtiva do estado, dificultando a recuperação do mercado de trabalho. Apenas os setores de construção civil, comércio e agricultura deram saldos positivos. Se essa recuperação nesses setores se mantiver, podemos esperar melhores resultados nos próximos meses nas outras atividades. Pois com a elevação da atividade comercial, os outros setores podem voltar a apontar recuperação”, disse Laércio Oliveira.

Benefício Emergencial

O Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda (BEm), iniciativa do Governo Federal, ajudou na manutenção de 163.226 empregos nas empresas sergipanas. Se as medidas adotadas pela MP 936 não existissem, como a suspensão de contratos e redução de jornada de trabalho, mais de 178 mil sergipanos poderiam estar amargando o desemprego nesse momento. De acordo com Laércio Oliveira, o benefício foi importante para evitar que Sergipe vivesse a pior depressão econômica da história.

“Se não houvesse as alternativas dispostas pela MP 936, o mercado de trabalho sergipano poderia ter sofrido um impacto descomunal, com quase 180 mil pessoas sem emprego. Isso porque as empresas estariam com grandes dificuldades para manter seus trabalhadores sem que tivesse receita circulante no caixa, já que não houve movimentação significativa nas lojas do comércio, serviços e turismo do estado. A medida ajudou essas pessoas a preservarem seus empregos e dá a garantia de continuidade da pessoa no emprego por igual período de uso da medida. Com isso, se a economia voltar a se aquecer, esses empregos serão continuados e novos surgirão”, comentou.