Potencialidades de Sergipe são apresentadas para governo chinês

Com foco na expansão da atividade comercial bilateral, explorando o comércio exterior entre Sergipe e China, o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, deputado federal Laércio Oliveira, apresentou as potencialidades econômicas sergipanas para a Cônsul geral da China, em Recife, Yan Yuqing, o Cônsul comercial, Shao Weitong, além do diretor do Bureau de Comércio municipal da cidade de Yiwu, Yang Zhonghong, Ji Zilin, presidente da Câmara Comercial Jiangsu em Yiwu, e o vice-prefeito da cidade chinesa, Zhang Chao.

Laércio mostrou como Sergipe tem capacidade produtiva de exportação de produtos e artigos que podem preencher a demanda chinesa, focando nos produtos alimentícios, indústria de bebidas, sucroalcooleira, valorizou a produção de insumos agrícolas, que tem capacidade de atendimento para o mercado internacional e potencial turístico de Sergipe, que possui atrativos que são interessantes para o povo chinês.

Em sua apresentação, Laércio mostrou dados e apresentou imagens do que pode ser comercializado com as empresas chinesas, fortalecendo o caminho comercial. Laércio foi enfático ao afirmar que a rede produtiva de Sergipe tem condições de atender as demandas do mercado chinês, principalmente ao comércio de Yiwu, um dos maiores polos comerciais da China. O presidente da Fecomércio destacou a importância da ampliação do comércio de mão dupla entre Sergipe e China.

“Estamos vivendo um momento histórico para o comércio exterior sergipano, pois podemos explorar a capacidade das empresas locais em exportar nossos produtos. Sergipe é o menor estado do Brasil, mas é uma potência, pois em um raio de 500 quilômetros, alcançamos uma população de 28 milhões de pessoas. Somos um estado rico em minerais, com ureia, potássio, rico em petróleo e temos a maior jazida de gás natural do Brasil, com 20 milhões de metros cúbicos por dia de capacidade de extração. Além disso, temos um grande potencial energético com a usina termelétrica, que pode atender a maior parte do nordeste do Brasil. Um estado pequeno com alto potencial produtivo na pesca, aquicultura, carcinicultura, turismo, que podem ser muito bem explorados para o mercado internacional. Tenho a certeza de que podemos fazer um futuro muito promissor para o comércio entre Sergipe e Yiwu”, afirmou Laércio Oliveira.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia de Sergipe, José Augusto Carvalho, valorizou a condição produtiva sergipana, afirmando que o Governo do Estado está aberto para a instalação de indústrias que possam elevar a produção sergipana para atender o mercado local e internacional.

“Temos produtos que podem conquistar uma fatia importante do mercado chinês, por serem de potencial exportação para suprir as necessidades do seu mercado. São produtos de fácil processo de envio por meio do nosso próprio estado. Faço um convite ao governo chinês para investir em Sergipe, com uma nova Fafen. Serão muito bem recebidos em nosso estado para construir uma cadeia de suprimentos focando na produção agrícola brasileira e exportando esse material para a China”, comentou o secretário.

Para o vice-prefeito da cidade de Yiwu, Zhang Chao, Sergipe tem plenas condições de promover a exportação de produtos locais, para abastecer o mercado chinês.

“Yiwu é uma cidade com oportunidades de negócios para as empresas, sendo o maior mercado atacadista do mundo, o maior despachante comercial da China. Temos como trabalhar o fomento de produtos para importação e exportação em grande escala. Distribuímos mais de 150 mil tipos de produtos e queremos uma maior variedade de produtos sergipanos. Mesmo com a distância geográfica, podemos ter uma ligação íntima pela via comercial. Estamos confiantes na parceria comercial com o estado de Sergipe, nosso governo está à disposição para isso”, disse Chao.

A Reunião foi coordenada pelo consultor de negócios internacionais do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac e presidente da Câmara de Negócios Internacionais, Luizandré Barreto e foi transmitida para o público que acompanhou a transmissão pelo Youtube.

Laércio defende vacinação em massa e medidas sanitárias contra a Coronavírus

O processo de recuperação da pandemia perpassa pela vacinação das pessoas e isso tem sido feito para ajudar a salvar as vidas dos brasileiros, quando a pandemia volta a acentuar seu grau de contágio, internamentos e mortes. Entretanto, para que a população esteja completamente protegida são necessários vários passos. O principal deles, sem dúvida é a vacinação, como diz o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira.

“A vacinação em massa, a adesão consciente e responsável às medidas sanitárias de enfrentamento à pandemia é que vão surtir resultado mais rápido”, diz Laércio

“Tudo vai depender da velocidade em que o Brasil consiga transpor essa crise que gera tanto sofrimento. Nesse aspecto, o que vem sendo colocado pela Ciência é que a vacinação em massa da população é o caminho para que possamos voltar à normalidade em todos os aspectos, com ênfase para a retomada do crescimento econômico e seus efeitos positivos diretos sobre a empregabilidade. Penso que a vacinação em massa, a adesão consciente e responsável às medidas sanitárias de enfrentamento à pandemia é que vão surtir resultado mais rápido. Precisamos deixar essa tragédia no passado e isso só vai acontecer com cada cidadão fazendo sua parte. Precisamos que você se cuide e cuide no próximo”, enfatiza Laércio.

No Brasil, existem duas vacinas sendo aplicadas na população, a CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a CoviShield, fabricada no Brasil pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade Britânica de Oxford e o laboratório Sueco AstraZeneca. Conheça um pouco mais sobre cada uma das vacinas que estão salvando os brasileiros e que todas as pessoas tomarão.

CoronaVac:

A vacina CorovaVac possui a tecnologia de desenvolvimento com o uso do próprio coronavírus, por meio de inativação por produtos químicos recessivos. Assim, provocando uma resposta no corpo da pessoa que é imunizada ao tomar as duas doses da vacina. Ela utiliza o adjuvante Alumina como reator contra a multiplicação do coronavírus, neutralizando sua proteína S, criando a imunidade com alta resposta de anticorpos. De acordo com o Instituto Butantan, a CoronaVac tem uma eficácia geral de 50,38%, o que quer dizer que a pessoa tem esse percentual de chance de não adoecer com a COVID. Já para quem teve a covid, a eficiência da vacina é de 78%, indicando que ela previne casos leves sem a necessidade de internação. Para as pessoas que tomaram a vacina não houve casos moderados ou graves, indicativo que a vacina tem 100% de eficácia, entre as pessoas que foram vacinadas e não desenvolveram quadro grave. Para quem toma essa vacina, o intervalo é de 3 semanas entre as duas doses.

CoviShield:

No caso da CoviShield, de acordo com a AstraZeneca, a tecnologia utilizada para o combate à doença é o vetor viral, com a aplicação de um adenovírus geneticamente modificado não replicante. Assim, quando imunizada a pessoa passa a produzir uma proteína que cria formas de combater o coronavírus, impedindo a infecção. O indicador de prevenção da doença é de 79%, fazendo com que as pessoas imunizadas com ela não desenvolvam a COVID. Para os casos moderados e graves, a eficácia da CoviShield/AstraZeneca é de 100%, ou seja, a totalidade das pessoas que tomaram a vacina não desenvolveram sintomas sérios, nem precisaram de internamento. Os dados da CoviShield foram confirmados pela revista “The Lancet”, maior publicação científica mundial. O intervalo de aplicação das duas doses da vacina é de 12 semanas.

Vacinas aprovadas

Janssen:

O Brasil está na expectativa para aplicação de mais uma vacina, já que no final de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a autorização temporária para uso, em caráter emergencial, da vacina da Janssen, um braço farmacêutico da Johnson & Johnson. O Governo Federal já adquiriu 38 milhões de doses do imunizante. Um grande passo está sendo dado para o reforço da vacinação com segurança no país. Na recomendação da Anvisa feita pela área técnica, a maioria dos diretores votou pela permissão de uso com base em uma avaliação de que os benefícios da vacina superam os riscos trazidos por ela. A vacina utiliza tecnologia com o vetor de adenovírus, que também utiliza a proteína S para criação de imunidade.

Pfizer:

Em 23 de fevereiro, a Anvisa concedeu o registro definitivo para a vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer, em parceria com a empresa biotecnóloga alemã BioNtech. O imunizante teve sua segurança e qualidade aprovada. Após a aprovação, o Governo Federal aprovou a compra de 100 milhões de doses do imunizante. A Pfizer utiliza tecnologia gênica, com indução do próprio corpo produzir os anticorpos para combater o covonavírus, por meio de identificação do código genético do vírus, estimulando o corpo a produzir a proteína do vírus, fazendo com que a defesa contra a COVID seja desenvolvida.

Lumibrasil apresenta projeto do Natal Iluminado na Fecomércio

Mais uma empresa apresentou o projeto de paisagismo e decoração para o Natal Iluminado 2021. Dessa vez, foi a Lumibrasil, empresa sergipana que realizou as três últimas edições do evento realizado pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, que atrai mais de 100 mil pessoas para as praças Fausto Cardoso, Almirante Barroso e Olímpio Campos, no Centro Comercial de Aracaju. A apresentação do projeto foi feita pelos representantes da empresa, Alexandre Landim e Márcio Landim, para o presidente do sistema, Laércio Oliveira.

De acordo com Alexandre Landim, o projeto de iluminação para as praças centrais de Aracaju contemplará um planejamento decorativo muito maior que os das últimas edições realizadas nas praças, com mais de 72 mil metros quadrados de área iluminada. Compõem a decoração, o carrossel, uma roda-gigante, além de decoração interativa para o público infantil, com brinquedos para as crianças, espaço gourmet, decoração alusiva ao festejo natalino, com temática religiosa, projeções exibidas nas paredes da Catedral Metropolitana, e um túnel de luz entrecruzado, com design similar a uma igreja no estilo neorromano, com identidade visual diferenciada. Além disso o projeto contempla pórtico de entrada, um farol decorativo a ser instalado na Ponte do Imperador e centenas de peças de decoração. O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, comentou sobre o projeto apresentado.

“No ano passado, tivemos que fazer um Natal Iluminado diferente, com menores proporções, mas neste ano, queremos fazer um evento muito maior, para devolver a confiança às pessoas, pois estaremos num momento avançado da vacinação e a população poderá voltar a viver sua vida normalmente. Queremos levar dias melhores, mais bonitos, nesse cartão postal especial que promovemos, levando novas esperanças para nosso povo. Esse projeto ficou muito bonito e está atendendo as nossas expectativas, queremos dar esse presente para Aracaju novamente”, disse Laércio Oliveira.

Durante a apresentação, Laércio teceu algumas sugestões em companhia das diretoras regionais de Sesc e Senac, Aparecida Farias e Priscila Felizola, e do coordenador do Natal Iluminado, Alex Garcez, para que a praça Olímpio Campos seja focada no atendimento às famílias, com brinquedos para as crianças e a exploração de iluminação nas áreas verdes. Laércio lembrou que o trabalho realizado pela Lumibrasil nos anos anteriores a credencia para o desenvolvimento do projeto, e pela preferência de contratação de trabalhadores locais. O presidente também comentou sobre uma novidade que será realizada na programação do Natal Iluminado deste ano. Os dias de iluminação das praças serão marcados por uma vasta programação cultural desenvolvida por Sesc e Senac, em formato de parada natalina.

61% das empresas sergipanas pretendem contratar novos trabalhadores

O ano de 2021 apresenta sinais ainda mais claros de recuperação dos danos provocados pela pandemia da COVID-19 na economia sergipana. Fatores convergentes para a melhoria da economia local foram constatados pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, após verificar a análise realizada pela assessoria executiva, da pesquisa Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em fevereiro.

De acordo com a pesquisa, os empresários do comércio sergipano estão animados com a evolução do quadro econômico e pretendem realizar novas convocações de trabalhadores, elevando o estoque de empregos com carteira assinada, e alavancando a circulação de riquezas no setor produtivo do estado. O indicador de expectativa de contratação de funcionários diz que 61% dos empresários pretendem aumentar o número de colaboradores nas empresas. Laércio Oliveira, animou-se com os números e destaca que todas as atividades comerciais estão com ânimo para a contratação de novos trabalhadores.

“O empresário do comércio está mais confiante no quadro econômico atual. Os resultados expressivos do crescimento forte das vendas do comércio varejista ampliado, que seguem um ritmo acelerado desde agosto, a recuperação dos postos de trabalho perdidos durante a fase mais aguda da pandemia, depois da reabertura das atividades econômicas e um quadro mais estável da economia leva os empresários a criarem um sentimento de otimismo para o ano de 2021. Se temos 61% das empresas interessadas em aumentar seu quadro de colaboradores, é porque a economia está se recuperando dos problemas que sofreu em 2020 e as condições de atuação empresarial estão melhores. Esse índice é muito animador e inspira mais esperança de dias melhores para a economia sergipana, para o comércio de nosso estado”, afirmou Laércio Oliveira.

Nos grupos de atividades, as empresas que trabalham com o comércio de bens semiduráveis que pretendem aumentar seu quadro funcional totalizaram 55,8%; no grupo das empresas de bens duráveis, o percentual de interesse de contratação é de 65%; já as empresas que comercializam produtos não-duráveis que devem elevar o estoque de trabalhadores, o indicador apontou 66,6%. A perspectiva de contratação é variada, considerando a percepção de aumentar um pouco ou aumentar muito seu número de empregados. A expectativa de contratação está no mesmo ritmo de confiança das condições da empresa. 85,3% dos empresários indicaram que acreditam que as condições operacionais da empresa devem melhorar.

Inadimplência dos sergipanos é a menor em cinco anos

O ano de 2020 foi marcado por um grande período no qual as famílias estiveram em processo de aprimoramento da educação financeira. Com as dificuldades provocadas pela pandemia, muitas famílias procuraram reduzir seu volume de inadimplência, com a redução de compromissos de alta dificuldade para pagamento, reduzindo as dívidas a níveis baixos, realocando os recursos provenientes da renda familiar, que chegou ao menor nível dos últimos cinco anos, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio, analisada pela assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac.

A variação negativa da inadimplência dos sergipanos é um indicativo importante para o momento em que a economia local se encontra, segundo o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira.

Laércio Oliveira diz que educação financeira foi fundamental para redução na inadimplência
Imagem: Marcio Rocha

“A população sentiu muito o impacto das dívidas em suas contas, de acordo com o que estudamos. Em 2017, problemas na macroeconomia brasileira deixaram milhares de pessoas sem poder pagar suas contas, deixando quase uma em cada três famílias inadimplentes. A taxa caiu sensivelmente nos anos seguintes e neste ano, apesar das dificuldades provocadas pela pandemia, temos a menor condição de inadimplência dos últimos cinco anos. Isso é o resultado da educação financeira das pessoas diante da pandemia, sabendo aplicar melhor o seu dinheiro no momento de dificuldades”, afirmou o presidente.

De acordo com a pesquisa, o indicador de famílias sergipanas em condição de inadimplência, usando como parâmetro a região de Aracaju, área de realização da pesquisa, o número de famílias sem condições de arcar com suas dívidas é o menor em cinco anos, considerando as análises realizadas nos meses de janeiro de 2017 até janeiro de 2021. Atualmente, 8,8% das famílias em endividamento no estado estão em condição de inadimplência. O número é 40% menor que no ano de 2020, quando 14,9% das famílias estavam sem conseguir pagar suas contas, e é 67% menor que 2017, quando 28,1% das famílias, quase um terço dos sergipanos com dívidas contraídas, não conseguiam pagar suas contas. Laércio lembra alguns fatores foram determinantes para a redução na inadimplência dos sergipanos.

“O auxílio emergencial foi o maior programa social criado na história do Brasil, no menor prazo de tempo possível. E isso foi fundamental para ajudar as pessoas a manterem suas famílias, no momento mais duro da pandemia, quando as atividades econômicas estavam fechadas. Isso serviu para que as pessoas pudessem organizar seu orçamento e ajustar seu modo de vida, diante do cenário daquele momento e o dinheiro distribuído para ajudar as pessoas foi muito importante para a circulação de receita no comércio, garantindo a manutenção de muitos empregos, além de levar as pessoas que se encontravam com alguma dívida de valor não muito grande, a pagarem esses compromissos e recuperarem o crédito”, comentou.