Compras com cartão de crédito e carnês crescem junto com vendas do comércio

Desde o mês de maio, quando houve aumento, a condição de endividamento das famílias sergipanas medida pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), através da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), mantém estabilidade. De acordo com os números estudados pela assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe, o indicador de endividamento das famílias sergipanas foi de 76,6% no mês de dezembro de 2020, encerrando o ano com redução de -1,2% diante de novembro. Atualmente, 154.600 se encontram com algum tipo de compromisso a ser pago em prazo futuro.

Entre as famílias que se encontram com algum tipo de dívida, 28,2% informaram que estão com contas em atraso, totalizando 60.054 famílias nessa condição. Já na condição de inadimplência, ou seja, não podendo arcar com seus compromissos no período próximo, são 9,5% das famílias, totalizando 20.466 unidades familiares. De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, o indicador de inadimplência está apresentando redução considerável, diante do momento da pandemia que atravessamos.

“São sete meses em que as famílias que se encontram inadimplentes estão em queda. Esse número já chegou a ser de mais de 32 mil famílias, no momento mais complicado da pandemia, porque muitas pessoas estavam sem poder trabalhar e não conseguiram arcar com seus compromissos. Entretanto, com a volta do funcionamento das atividades econômicas, esse indicador já reduziu em mais de um terço. Esse é o resultado da educação financeira que as famílias foram condicionadas a passar, devido aos problemas decorrentes da COVID-19, que ensinou as pessoas a priorizarem os gastos essenciais e o custeio das despesas necessárias para manter suas casas”, comentou Laércio Oliveira.

Laércio Oliveira discute resultados de vendas do comércio e uso do cartão de crédito
Foto: Marcio Rocha

Elevação nas vendas

As compras a prazo com cartões de crédito continuam liderando o endividamento das pessoas em Sergipe. Em dezembro, 95,2% das famílias informaram ter alguma dívida com operadoras de cartões de crédito para arcar nos próximos dias. O aumento no uso do cartão de crédito, corrobora com a elevação constante nas vendas do comércio varejista apresentada desde o mês de agosto. Os sergipanos nunca apresentaram ao longo da série histórica da PEIC, um indicador tão alto de consumo com cartão de crédito. As compras por meio de crediário ou carnês também apresentaram crescimento em dezembro, com 16,9% das famílias informarem ter esse tipo de compromisso para pagamento. O que também é um sinal importante de aumento das vendas do comércio têm crescido nos últimos meses, com as lojas fazendo mais operações de crédito ao consumidor, por conta própria. Laércio Oliveira comentou a relação de endividamento com a elevação das vendas.

“Quando temos aumento nas vendas do comércio, é natural que tenhamos um aumento do endividamento das famílias. Pois as pessoas compram com prazo adequado para seu orçamento para pagar, com algumas prestações, ou usam o cartão para pagar no mês seguinte à compra. Isso também é uma característica de elevação nas vendas das lojas. A modalidade crediário mesmo, que voltou a crescer, é uma prova disso. Pois o consumidor tem conquistado a confiança dos lojistas, que lhe dão um crédito pessoal para fazer sua compra pagando o carnê. Esses indicativos mostram que o comércio está em uma boa fase de recuperação das vendas, depois dos problemas provocados pela pandemia. Então, ter uma dívida pra pagar não significa que a pessoa esteja com problemas. Pelo contrário, ela está investindo em si, em sua casa e em sua família, comprando bens”, afirmou o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira.

Tipos de dívida

Além do cartão de crédito e carnês, as dívidas das famílias sergipanas se subdividem em cheque especial, crédito consignado, crédito pessoal, financiamentos habitacional e automotivo, além de dívidas menores. Acerca de compras com cheques pré-datados, a modalidade de pagamento aparentemente está extinta em Sergipe, devido às consequências da pandemia, que impedem o uso desse método.

Endividamento das famílias aponta leve crescimento em fevereiro

A assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe analisou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), no mês de fevereiro. De acordo com a análise, o mês de fevereiro apresentou uma leve elevação no percentual de famílias endividadas em Aracaju, alcançando 70,3%. O crescimento foi de 1,2% diante do mês de janeiro.

A trajetória do endividamento das famílias em Aracaju oscila no patamar de 69 a 70% desde o mês de novembro, o que indica estabilidade, apesar da pequena oscilação apresentada em fevereiro. Atualmente, 139.454 famílias em Aracaju apresentam alguma condicionante que as define como endividadas. O número total aumentou em 2.572 unidades familiares em fevereiro. De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, a elevação do número de endividados ainda é o resultado da elevação de pessoas no mercado de consumo, com o ritmo de crescimento do emprego.

“Ao longo do ano de 2019 houve um crescimento na condição de endividamento das famílias, o que é uma consequência da volta das pessoas ao mercado de consumo. As pessoas estão comprando mais, com maior uso do crédito e isso eleva o volume de endividados, o que é um resultado da reconquista dos postos de trabalho que Sergipe apresentou no final do ano passado. O indicador atual também se consolida por haver período de carnaval, onde as pessoas consomem mais para a festa, além de boas oportunidades de compra com as promoções das lojas do comércio”, disse Laércio Oliveira.

Inadimplência e atraso

Os indicadores de inadimplência e famílias com contas em atraso mantiveram estabilidade, o que indica que as pessoas realmente fizeram mais compras, pois a oscilação das famílias inadimplentes sofreu pouca variação, com crescimento de 0,3%, totalizando 15.2%. Hoje 30.212 famílias aracajuanas estão inadimplentes.

Já as famílias com contas em atraso apresentaram uma elevação de 0,1%, com 36,9% do total de famílias da capital, segundo a pesquisa. Atualmente, 73.260 famílias estão com contas atrasadas, mas com condições de pagamento.

Ausência de dívidas

O indicador de ausência de dívidas é algo importante analisado pela assessoria executiva da Fecomércio. O apontamento mostra que 29,7% das famílias não possuem dívidas, de acordo com a pesquisa. Entre as unidades familiares com renda de até 10 salários mínimos, 27,8% alegam não possuir dívidas contraída. O número sobe para 50% quando se trata de famílias com renda superior a 10 salários mínimos.

Cartão de crédito

Mantendo a primeira posição no quesito tipo de dívida, o cartão de crédito atingiu 93,1% em fevereiro, crescendo 0,4% no total. Por ser a modalidade de compra mais prática e acessível para a população, é natural que o cartão de crédito seja o líder disparado na condição de endividamento familiar. Laércio explica que o uso do cartão é o melhor indicador de consumo da população.

“Quando a pessoa faz uma compra com cartão de crédito, isso não é ruim. Na verdade, isso mostra que a compra foi feita dentro das condições que ela pode pagar, dividindo no número de parcelas adequado para seu conforto financeiro. Evidentemente, existem aquelas pessoas que não usam com sabedoria seu crédito disponível e terminam criando problemas para si. Por isso insisto em dizer que o crédito deve ser utilizado de modo consciente, para que a saúde financeira familiar seja preservada. E quando a pessoa compra à crédito, está movimentando a economia, fazendo gerar receita no comércio e, principalmente, emprego para nosso povo”, comentou.

 

Endividamento das famílias mantém estabilidade em janeiro

O percentual de famílias em condição de endividamento em Aracaju manteve estabilidade entre os meses de dezembro de 2019 e janeiro deste ano, segundo análise do departamento de economia do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe, que avaliou os números da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Segundo a pesquisa, os dados de janeiro apontam igualdade em relação a dezembro, com 69,1% das famílias aracajuanas que se encontram com dívidas. O número total de famílias em janeiro foi de 136.882. De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, deputado Laércio Oliveira, a estabilidade nos números é um indicador interessante para o período, pois houve crescimento no volume de empregos em Sergipe no ano passado, o que também eleva o número de famílias no mercado de consumo.

“Sergipe apontou crescimento no número de empregos com carteira assinada em 2019, e esse indicador puxa as vendas do comércio e consumo de serviços, bem como a movimentação dos outros setores da economia. A manutenção da variação mensal do endividamento é prova que o mercado está se recuperando. Isso também é um indicador de maior movimentação nas compras a prazo, com o uso do cartão de crédito, principalmente. Em 2018 houve uma leve recuperação de empregos e 2019 o crescimento do emprego aumentou, o que também coloca mais pessoas em condição de compra por várias modalidades”, disse Laércio.

O indicador de famílias com contas em atraso cresceu 1,6% entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, saindo de 35,2% para 36,8%. Já as famílias em condição de inadimplência apresentaram uma leve oscilação de 0,3%, aumentando de 14,6% para 14,9%. Sobre os tipos de dívidas, o cartão de crédito lidera a condição de endividamento familiar, repetindo o indicador de dezembro, de 92,7%. As compras com carnês cresceram 0,5% entre dezembro e janeiro, saindo de 20,2% para 20,7% e dívida com cheque especial recuou de 13,1% no último mês de 2019 para 10,9% no primeiro mês deste ano. Laércio Oliveira comentou as variações nos tipos de dívidas familiares, lembrando que as compras a crédito são o sinal de aquecimento da economia.

“Como falei antes, o comércio está se recuperando e isso é medido também pelo indicador de compras com cartões de crédito, pois é a principal modalidade de pagamento hoje em dia. O aumento do uso dos carnês de crediário mostra que as famílias estão comprando mais nas lojas do comércio varejista e isso é sinônimo de crescimento das vendas. Janeiro apresenta esse aumento no endividamento, também por ser um mês marcado por compras sazonais, como material escolar e promoções pós final de ano que o comércio realiza. E isso é o mais importante, pois se as pessoas estão comprando mais, é natural que haja um aumento no uso de meios parcelados para compras. As famílias estão desenvolvendo a educação financeira e levando isso para as suas compras”, concluiu.

Imagem: Jorge Coelho

Endividamento familiar aponta queda em Aracaju em dezembro

O Departamento de Economia do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe analisou os números do mês de dezembro de 2019 da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), realizada em Aracaju, e concluiu que o indicador de endividamento das famílias da capital sergipana apresentou redução em relação ao mês de novembro. O indicador apresentou uma leve queda no intervalo de 30 dias, oscilando -0,4%, caindo de 69,5% para 69,1%.

De acordo com a análise do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac são 136.878 famílias indicaram estar em condição de endividamento na capital sergipana, em dezembro. São 756 famílias a menos que novembro, quando o indicador apontou 137.634 unidades familiares. Aracaju ainda apresenta um percentual superior à média das capitais brasileiras, que atualmente é de 65,6%.

O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, comentou o resultado da pesquisa, lembrando que dezembro é um mês em que o endividamento eleva por naturalidade, considerando que o volume de compras é elevado no período final do ano, mas isso não aconteceu. “A elevação no número de famílias endividadas em dezembro, no momento de recuperação econômica do estado era esperada, mas aconteceu o contrário. A oscilação de crescimento estava em nossas expectativas, pois existem fatores que influem para isso, como as compras a prazo feitas no comércio, mas a redução foi interessante. Dezembro é o mês com maior volume de movimentação das lojas e as pessoas estão comprando mais de modo parcelado, para investir mais, sem gastar muito dinheiro de uma vez, atendendo seus interesses e pagando de acordo com o prazo que lhe agrada. Isso também é resultado da entrada de novos consumidores no mercado, já que o estado gerou mais de 7 mil empregos entre setembro e novembro. Essas pessoas também fazem compras a prazo. A leve redução no endividamento do consumidor indica que nosso comércio movimentou mais vendas, pois o consumidor fez compras e administrou melhor o seu dinheiro”, afirmou.

Tipo de dívida

O cartão de crédito, conforme explicado pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, é o principal meio de compra a prazo dos consumidores, então é natural que mantenha sempre a primeira posição como principal causa de endividamento das famílias. O indicador apontou que 92,7% das famílias usam o dinheiro de plástico para compras parceladas e assim criam compromissos para pagamento futuro. Os outros principais tipos de dívida são carnês de crediário, com 20,2% das famílias e cheque especial, com 13,1% das famílias tendo como parte do seu endividamento.

Tempo médio de atraso

Entre as famílias com contas em atraso, o tempo médio de comprometimento com os compromissos é de 62,6 dias. Sendo que 42,6 das famílias estão comprometidas em pagamentos pelo período superior a 90 dias. O percentual de tempo comprometido de até 90 dias é de 27%, e com dívidas solúveis em até 30 dias é de 22,9%. 7,5% não souberam precisar o tempo estabelecido com seus compromissos.

 

Endividamento familiar aponta crescimento em Aracaju

O percentual de famílias endividadas em Sergipe apontou novo crescimento, após três meses de queda, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), e analisada pelo departamento de economia do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe. De acordo com as informações apuradas, o indicador aponta que o número de famílias que informaram ter compromissos futuros a pagar como cartões de crédito, cheque especial, crédito pessoal, financiamentos, entre outros, aumentou 2,5% entre os meses de outubro e novembro.

Segundo a pesquisa, 69,5% das famílias aracajuanas estão em condição de endividamento no mês de novembro, diante de 67% apresentado em outubro. O número total de famílias com compromissos a pagar é de 137.634. O percentual de endividamento das famílias da capital sergipana é superior à média nacional, que atingiu 65,1%.

Os dados também apontaram crescimento no indicador de famílias endividadas que estão com contas em atraso, de 33,2% em outubro, para 34,8% em novembro, com alta de 1,6%, perfazendo 68.952 unidades familiares nessa condição. Já o indicador de famílias que não têm condições de pagar suas dívidas, configurando inadimplência, atingiu 14,2%, sendo 0,6% superior a outubro. Segundo os dados estudados pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, 28.074 famílias estão sem poder pagar seus compromissos. O percentual de famílias sem dívidas é de 30,5%.

O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, comentou o resultado da pesquisa e lembrou que o aumento do endividamento familiar não é algo ruim para o público, pois significa que está movimentando a economia novamente através do consumo. Entretanto, lembrou que a perda do controle da capacidade de endividamento é um sinal de alerta para os consumidores, para não chegarem à condição de inadimplência.

“O endividamento não é um fator negativo para as famílias, pois indica que estão consumindo no comércio e fazendo a roda da economia girar, o aumento do endividamento era algo que esperávamos, pois temos novas pessoas reinseridas no mercado de trabalho, com os mais de 6 mil empregos gerados no estado, nos últimos meses. Isso remete a pessoa a fazer compras com prazo determinado, com o uso do cartão de crédito, por exemplo. Daí que ter dívidas não é problema. O problema é não conseguir administrá-las e ter problemas para pagar. O indicador de inadimplência é relativamente alto, mas tende a encolher com a chegada do 13º salário e o direcionamento de parte dos recursos para adequar as contas a pagar”, comentou Laércio Oliveira.

Tipo de dívida

O cartão de crédito, conforme explicado pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, é o principal meio de compra a prazo dos consumidores, então é natural que mantenha sempre a primeira posição como principal causa de endividamento das famílias. O indicador apontou que 92% das famílias usam o dinheiro de plástico para compras parceladas e assim criam compromissos para pagamento futuro. Os outros principais tipos de dívida são carnês de crediário, com 20,6% das famílias e cheque especial, com 11,1% das famílias tendo como parte do seu endividamento.

Tempo médio de atraso

Entre as famílias com contas em atraso, o tempo médio de comprometimento com os compromissos é de 63,9 dias. Sendo que metade das famílias estão comprometidas em pagamentos pelo período superior a 90 dias. O percentual de tempo comprometido de até 60 dias é de 22,1%, e com dívidas solúveis em até 30 dias é de 24,9%. 3% não souberam precisar o tempo estabelecido com seus compromissos.