Endividamento das famílias aponta leve crescimento em fevereiro

A assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe analisou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), no mês de fevereiro. De acordo com a análise, o mês de fevereiro apresentou uma leve elevação no percentual de famílias endividadas em Aracaju, alcançando 70,3%. O crescimento foi de 1,2% diante do mês de janeiro.

A trajetória do endividamento das famílias em Aracaju oscila no patamar de 69 a 70% desde o mês de novembro, o que indica estabilidade, apesar da pequena oscilação apresentada em fevereiro. Atualmente, 139.454 famílias em Aracaju apresentam alguma condicionante que as define como endividadas. O número total aumentou em 2.572 unidades familiares em fevereiro. De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, a elevação do número de endividados ainda é o resultado da elevação de pessoas no mercado de consumo, com o ritmo de crescimento do emprego.

“Ao longo do ano de 2019 houve um crescimento na condição de endividamento das famílias, o que é uma consequência da volta das pessoas ao mercado de consumo. As pessoas estão comprando mais, com maior uso do crédito e isso eleva o volume de endividados, o que é um resultado da reconquista dos postos de trabalho que Sergipe apresentou no final do ano passado. O indicador atual também se consolida por haver período de carnaval, onde as pessoas consomem mais para a festa, além de boas oportunidades de compra com as promoções das lojas do comércio”, disse Laércio Oliveira.

Inadimplência e atraso

Os indicadores de inadimplência e famílias com contas em atraso mantiveram estabilidade, o que indica que as pessoas realmente fizeram mais compras, pois a oscilação das famílias inadimplentes sofreu pouca variação, com crescimento de 0,3%, totalizando 15.2%. Hoje 30.212 famílias aracajuanas estão inadimplentes.

Já as famílias com contas em atraso apresentaram uma elevação de 0,1%, com 36,9% do total de famílias da capital, segundo a pesquisa. Atualmente, 73.260 famílias estão com contas atrasadas, mas com condições de pagamento.

Ausência de dívidas

O indicador de ausência de dívidas é algo importante analisado pela assessoria executiva da Fecomércio. O apontamento mostra que 29,7% das famílias não possuem dívidas, de acordo com a pesquisa. Entre as unidades familiares com renda de até 10 salários mínimos, 27,8% alegam não possuir dívidas contraída. O número sobe para 50% quando se trata de famílias com renda superior a 10 salários mínimos.

Cartão de crédito

Mantendo a primeira posição no quesito tipo de dívida, o cartão de crédito atingiu 93,1% em fevereiro, crescendo 0,4% no total. Por ser a modalidade de compra mais prática e acessível para a população, é natural que o cartão de crédito seja o líder disparado na condição de endividamento familiar. Laércio explica que o uso do cartão é o melhor indicador de consumo da população.

“Quando a pessoa faz uma compra com cartão de crédito, isso não é ruim. Na verdade, isso mostra que a compra foi feita dentro das condições que ela pode pagar, dividindo no número de parcelas adequado para seu conforto financeiro. Evidentemente, existem aquelas pessoas que não usam com sabedoria seu crédito disponível e terminam criando problemas para si. Por isso insisto em dizer que o crédito deve ser utilizado de modo consciente, para que a saúde financeira familiar seja preservada. E quando a pessoa compra à crédito, está movimentando a economia, fazendo gerar receita no comércio e, principalmente, emprego para nosso povo”, comentou.

 

Endividamento das famílias mantém estabilidade em janeiro

O percentual de famílias em condição de endividamento em Aracaju manteve estabilidade entre os meses de dezembro de 2019 e janeiro deste ano, segundo análise do departamento de economia do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe, que avaliou os números da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Segundo a pesquisa, os dados de janeiro apontam igualdade em relação a dezembro, com 69,1% das famílias aracajuanas que se encontram com dívidas. O número total de famílias em janeiro foi de 136.882. De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, deputado Laércio Oliveira, a estabilidade nos números é um indicador interessante para o período, pois houve crescimento no volume de empregos em Sergipe no ano passado, o que também eleva o número de famílias no mercado de consumo.

“Sergipe apontou crescimento no número de empregos com carteira assinada em 2019, e esse indicador puxa as vendas do comércio e consumo de serviços, bem como a movimentação dos outros setores da economia. A manutenção da variação mensal do endividamento é prova que o mercado está se recuperando. Isso também é um indicador de maior movimentação nas compras a prazo, com o uso do cartão de crédito, principalmente. Em 2018 houve uma leve recuperação de empregos e 2019 o crescimento do emprego aumentou, o que também coloca mais pessoas em condição de compra por várias modalidades”, disse Laércio.

O indicador de famílias com contas em atraso cresceu 1,6% entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, saindo de 35,2% para 36,8%. Já as famílias em condição de inadimplência apresentaram uma leve oscilação de 0,3%, aumentando de 14,6% para 14,9%. Sobre os tipos de dívidas, o cartão de crédito lidera a condição de endividamento familiar, repetindo o indicador de dezembro, de 92,7%. As compras com carnês cresceram 0,5% entre dezembro e janeiro, saindo de 20,2% para 20,7% e dívida com cheque especial recuou de 13,1% no último mês de 2019 para 10,9% no primeiro mês deste ano. Laércio Oliveira comentou as variações nos tipos de dívidas familiares, lembrando que as compras a crédito são o sinal de aquecimento da economia.

“Como falei antes, o comércio está se recuperando e isso é medido também pelo indicador de compras com cartões de crédito, pois é a principal modalidade de pagamento hoje em dia. O aumento do uso dos carnês de crediário mostra que as famílias estão comprando mais nas lojas do comércio varejista e isso é sinônimo de crescimento das vendas. Janeiro apresenta esse aumento no endividamento, também por ser um mês marcado por compras sazonais, como material escolar e promoções pós final de ano que o comércio realiza. E isso é o mais importante, pois se as pessoas estão comprando mais, é natural que haja um aumento no uso de meios parcelados para compras. As famílias estão desenvolvendo a educação financeira e levando isso para as suas compras”, concluiu.

Imagem: Jorge Coelho

Endividamento familiar aponta crescimento em Aracaju

O percentual de famílias endividadas em Sergipe apontou novo crescimento, após três meses de queda, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), e analisada pelo departamento de economia do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe. De acordo com as informações apuradas, o indicador aponta que o número de famílias que informaram ter compromissos futuros a pagar como cartões de crédito, cheque especial, crédito pessoal, financiamentos, entre outros, aumentou 2,5% entre os meses de outubro e novembro.

Segundo a pesquisa, 69,5% das famílias aracajuanas estão em condição de endividamento no mês de novembro, diante de 67% apresentado em outubro. O número total de famílias com compromissos a pagar é de 137.634. O percentual de endividamento das famílias da capital sergipana é superior à média nacional, que atingiu 65,1%.

Os dados também apontaram crescimento no indicador de famílias endividadas que estão com contas em atraso, de 33,2% em outubro, para 34,8% em novembro, com alta de 1,6%, perfazendo 68.952 unidades familiares nessa condição. Já o indicador de famílias que não têm condições de pagar suas dívidas, configurando inadimplência, atingiu 14,2%, sendo 0,6% superior a outubro. Segundo os dados estudados pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, 28.074 famílias estão sem poder pagar seus compromissos. O percentual de famílias sem dívidas é de 30,5%.

O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, comentou o resultado da pesquisa e lembrou que o aumento do endividamento familiar não é algo ruim para o público, pois significa que está movimentando a economia novamente através do consumo. Entretanto, lembrou que a perda do controle da capacidade de endividamento é um sinal de alerta para os consumidores, para não chegarem à condição de inadimplência.

“O endividamento não é um fator negativo para as famílias, pois indica que estão consumindo no comércio e fazendo a roda da economia girar, o aumento do endividamento era algo que esperávamos, pois temos novas pessoas reinseridas no mercado de trabalho, com os mais de 6 mil empregos gerados no estado, nos últimos meses. Isso remete a pessoa a fazer compras com prazo determinado, com o uso do cartão de crédito, por exemplo. Daí que ter dívidas não é problema. O problema é não conseguir administrá-las e ter problemas para pagar. O indicador de inadimplência é relativamente alto, mas tende a encolher com a chegada do 13º salário e o direcionamento de parte dos recursos para adequar as contas a pagar”, comentou Laércio Oliveira.

Tipo de dívida

O cartão de crédito, conforme explicado pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, é o principal meio de compra a prazo dos consumidores, então é natural que mantenha sempre a primeira posição como principal causa de endividamento das famílias. O indicador apontou que 92% das famílias usam o dinheiro de plástico para compras parceladas e assim criam compromissos para pagamento futuro. Os outros principais tipos de dívida são carnês de crediário, com 20,6% das famílias e cheque especial, com 11,1% das famílias tendo como parte do seu endividamento.

Tempo médio de atraso

Entre as famílias com contas em atraso, o tempo médio de comprometimento com os compromissos é de 63,9 dias. Sendo que metade das famílias estão comprometidas em pagamentos pelo período superior a 90 dias. O percentual de tempo comprometido de até 60 dias é de 22,1%, e com dívidas solúveis em até 30 dias é de 24,9%. 3% não souberam precisar o tempo estabelecido com seus compromissos.