61% das empresas sergipanas pretendem contratar novos trabalhadores

O ano de 2021 apresenta sinais ainda mais claros de recuperação dos danos provocados pela pandemia da COVID-19 na economia sergipana. Fatores convergentes para a melhoria da economia local foram constatados pelo presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, após verificar a análise realizada pela assessoria executiva, da pesquisa Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em fevereiro.

De acordo com a pesquisa, os empresários do comércio sergipano estão animados com a evolução do quadro econômico e pretendem realizar novas convocações de trabalhadores, elevando o estoque de empregos com carteira assinada, e alavancando a circulação de riquezas no setor produtivo do estado. O indicador de expectativa de contratação de funcionários diz que 61% dos empresários pretendem aumentar o número de colaboradores nas empresas. Laércio Oliveira, animou-se com os números e destaca que todas as atividades comerciais estão com ânimo para a contratação de novos trabalhadores.

“O empresário do comércio está mais confiante no quadro econômico atual. Os resultados expressivos do crescimento forte das vendas do comércio varejista ampliado, que seguem um ritmo acelerado desde agosto, a recuperação dos postos de trabalho perdidos durante a fase mais aguda da pandemia, depois da reabertura das atividades econômicas e um quadro mais estável da economia leva os empresários a criarem um sentimento de otimismo para o ano de 2021. Se temos 61% das empresas interessadas em aumentar seu quadro de colaboradores, é porque a economia está se recuperando dos problemas que sofreu em 2020 e as condições de atuação empresarial estão melhores. Esse índice é muito animador e inspira mais esperança de dias melhores para a economia sergipana, para o comércio de nosso estado”, afirmou Laércio Oliveira.

Nos grupos de atividades, as empresas que trabalham com o comércio de bens semiduráveis que pretendem aumentar seu quadro funcional totalizaram 55,8%; no grupo das empresas de bens duráveis, o percentual de interesse de contratação é de 65%; já as empresas que comercializam produtos não-duráveis que devem elevar o estoque de trabalhadores, o indicador apontou 66,6%. A perspectiva de contratação é variada, considerando a percepção de aumentar um pouco ou aumentar muito seu número de empregados. A expectativa de contratação está no mesmo ritmo de confiança das condições da empresa. 85,3% dos empresários indicaram que acreditam que as condições operacionais da empresa devem melhorar.

Inadimplência dos sergipanos é a menor em cinco anos

O ano de 2020 foi marcado por um grande período no qual as famílias estiveram em processo de aprimoramento da educação financeira. Com as dificuldades provocadas pela pandemia, muitas famílias procuraram reduzir seu volume de inadimplência, com a redução de compromissos de alta dificuldade para pagamento, reduzindo as dívidas a níveis baixos, realocando os recursos provenientes da renda familiar, que chegou ao menor nível dos últimos cinco anos, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio, analisada pela assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac.

A variação negativa da inadimplência dos sergipanos é um indicativo importante para o momento em que a economia local se encontra, segundo o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira.

Laércio Oliveira diz que educação financeira foi fundamental para redução na inadimplência
Imagem: Marcio Rocha

“A população sentiu muito o impacto das dívidas em suas contas, de acordo com o que estudamos. Em 2017, problemas na macroeconomia brasileira deixaram milhares de pessoas sem poder pagar suas contas, deixando quase uma em cada três famílias inadimplentes. A taxa caiu sensivelmente nos anos seguintes e neste ano, apesar das dificuldades provocadas pela pandemia, temos a menor condição de inadimplência dos últimos cinco anos. Isso é o resultado da educação financeira das pessoas diante da pandemia, sabendo aplicar melhor o seu dinheiro no momento de dificuldades”, afirmou o presidente.

De acordo com a pesquisa, o indicador de famílias sergipanas em condição de inadimplência, usando como parâmetro a região de Aracaju, área de realização da pesquisa, o número de famílias sem condições de arcar com suas dívidas é o menor em cinco anos, considerando as análises realizadas nos meses de janeiro de 2017 até janeiro de 2021. Atualmente, 8,8% das famílias em endividamento no estado estão em condição de inadimplência. O número é 40% menor que no ano de 2020, quando 14,9% das famílias estavam sem conseguir pagar suas contas, e é 67% menor que 2017, quando 28,1% das famílias, quase um terço dos sergipanos com dívidas contraídas, não conseguiam pagar suas contas. Laércio lembra alguns fatores foram determinantes para a redução na inadimplência dos sergipanos.

“O auxílio emergencial foi o maior programa social criado na história do Brasil, no menor prazo de tempo possível. E isso foi fundamental para ajudar as pessoas a manterem suas famílias, no momento mais duro da pandemia, quando as atividades econômicas estavam fechadas. Isso serviu para que as pessoas pudessem organizar seu orçamento e ajustar seu modo de vida, diante do cenário daquele momento e o dinheiro distribuído para ajudar as pessoas foi muito importante para a circulação de receita no comércio, garantindo a manutenção de muitos empregos, além de levar as pessoas que se encontravam com alguma dívida de valor não muito grande, a pagarem esses compromissos e recuperarem o crédito”, comentou.

Crescimento nas compras online com cartões eleva endividamento dos sergipanos

O período de pandemia promoveu diversas mudanças na vida econômica das famílias, fazendo com que os consumidores buscassem alternativas para fazer suas compras, principalmente na modalidade online, que em Sergipe, de acordo com pesquisa inédita realizada pela Fecomércio, apontou a elevação de 130% do volume de vendas em estabelecimentos comerciais sergipanos que trabalham com comércio eletrônico. O crescimento das vendas no comércio online promoveu o aumento natural no endividamento das famílias sergipanas, que cresceu 6,6% no ano de 2020, atingindo o indicador de 75,7% de endividamento entre as famílias do estado.

De acordo com análise da assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe, da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o endividamento familiar dos sergipanos, tomando como base a região de Aracaju, subiu de 69,1% para os 75,7% atuais. O indicador é o mais alto em variação anual dos últimos cinco anos, no comparativo entre os meses de janeiro de 2017 a 2021. A compra com cartões de crédito no comércio eletrônico foi o principal fator que provocou o maior uso da capacidade de endividamento familiar. O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, explicou como funciona a relação do endividamento com o aumento das compras pelo e-commerce.

Laércio Oliveira analisa estudo da PEIC
Imagem: Marcio Rocha

“A pandemia ensinou as pessoas a fazer compras pelo comércio eletrônico e isso implicou no aumento das compras com cartões de crédito. Esse aumento no endividamento é natural, de acordo com o que estudamos todos os meses com nossa equipe técnica. Outras modalidades de pagamento estão em recuo, enquanto a compra com cartões cresce. Isso também se deve à facilidade para as famílias poderem pagar suas compras de forma parcelada, ou no crédito rotativo, renovado a cada mês. Com o crescimento nas compras pela internet, maior o uso do cartão de crédito. A prova disso é que nunca se vendeu tanto pela internet, como nesse período do isolamento social decorrente da pandemia”, afirmou Laércio Oliveira.

Tipos de Dívida

Os cartões de crédito lideram de forma absoluta a capacidade de compromissos das pessoas, com 93,4% do endividamento familiar, seguido pelas operações de crédito pessoal, com 15,6%, e compras por carnês, que fazem parte de 11,2% das famílias, devido ao aumento de compra na modalidade de crédito direto nas lojas, o conhecido crediário, que voltou a crescer entre as famílias depois da abertura das lojas do comércio, com as vendas diretas ao público. Outros tipos de dívidas, somados, perfazem 17,9%. O somatório é superior a 100% das famílias, considerando o fator indicativo que é normal que as famílias possuam mais de um tipo de dívida. Quase um quarto da população, de acordo com a amostragem analisada, não possui dívidas, sendo 24,3% das unidades familiares.

Nível de endividamento

De acordo com a PEIC, o nível de endividamento das famílias está entre baixo e médio. 62,7% dos entrevistados informaram que as dívidas familiares estão nesse patamar. Já 13% das famílias se encontram em nível de endividamento alto. O percentual médio da renda comprometida com o pagamento de compromissos é de 30,5% da dotação familiar. Laércio Oliveira comentou os resultados.

“Quando a família está com menos da metade da renda comprometida com pagamento de dívidas, é sinal indicativo de que está com endividamento mediano, e a grande maioria das pessoas no estado se encontram nesse nível. Temos um bom número de famílias sem dívidas, sendo uma em cada quatro, o que nos leva a entender que são aqueles que preferem fazer suas compras à vista”, afirmou.

2020 foi um ano de recuperação e superação para o comércio sergipano

O comércio varejista ampliado sergipano, conforme estudos preliminares da assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, estava com perspectivas de enceramento do exercício do ano de 2020 na faixa dos -3%, finalizando o ano com queda nas vendas. O resultado divulgado pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgado pelo IBGE na manhã desta quarta-feira (10), confirmou a expectativa da Fecomércio. De acordo com a PMC, o comércio varejista ampliado local fechou o ano de 2020 com -3,1% no volume de vendas dos estabelecimentos comerciais do varejo sergipano, incluso o comércio de materiais de construção e veículos. A receita das empresas fechou o ano com elevação de 1%.

O comportamento do comércio em Sergipe apresentou grande instabilidade, com depressão ao longo do primeiro semestre de 2020, chegando a atingir queda de -29,9% das vendas em abril. A situação foi preocupante para as empresas do setor, porque estavam de portas fechadas, devido às consequências da pandemia da COVID-19 no estado. Durante os quatro meses de fechamento das atividades econômicas, a ausência de vendas prejudicou a sustentabilidade das lojas e colocou em sério risco o ciclo econômico. Entretanto, com a reabertura, a situação das empresas apresentou melhorias gradativas, com crescimento surpreendente nas vendas. O que levou à recuperação das perdas gerais. Laércio Oliveira, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac comentou o resultado anual e destacou que o comércio mostrou sua força quando a economia mais precisava, na reabertura das lojas.

“Vivemos um ano turbulento, complicado e desafiador. Todas as empresas, incondicionalmente, sofreram com a pandemia, sentindo um grande impacto em suas vendas. Enfrentamos muitas dificuldades e isso criou uma espiral decrescente que ficou fora de controle por mais de 120 dias. Foi difícil para os empresários suportarem isso, mantendo os empregos das pessoas e tentando fazer seus negócios sobreviverem. Mas com a reabertura das lojas, a adoção das medidas de segurança para que as empresas trabalhassem de acordo combatendo a transmissão do coronavírus e isso trouxe os consumidores de volta às compras. Desde agosto que estamos em uma crescente de vendas extraordinária. O que amenizou os problemas do primeiro semestre, tanto que o resultado anual foi o que esperávamos, de acordo com nossos estudos técnicos. 2020 foi um ano de sofrimento para todos, mas de superação e vitória para o comércio”, disse Laércio Oliveira.

Os números de dezembro da PMC apresentaram um crescimento considerável diante do mesmo mês de 2019, com elevação de +8,1% no volume de vendas e de +14,7% na receita nominal apurada pelos estabelecimentos comerciais. Laércio lembra que a recuperação da atividade econômica está diretamente ligada ao crescimento dos postos de trabalho para as pessoas e elevação da renda dos sergipanos.

“Desde que voltamos a funcionar, os empregos do estado se recuperaram em grande parte, diante dos que haviam sido perdidos e a renda das famílias também aumentou. Esses são sinais que mostram que as empresas podem funcionar normalmente, pois a taxa de transmissão e mortes da doença não chegaram aos níveis de quando o comércio estava fechado, os postos de trabalho passaram a ser recuperados e as pessoas movimentando as lojas, elevaram a circulação de riquezas nas famílias, em forma de salários e compras de bens de consumo, o que acelerou a roda da economia e ajudou a amenizar um problema social que a pandemia também provocou que foi o desemprego dos sergipanos. Teremos um ano de 2021 com melhores resultados, essa é nossa perspectiva”, finalizou Laércio Oliveira.

Na modalidade restrita, o comércio varejista apresentou redução anual de -3,7%, com variação positiva de +0,7% na receita nominal das empresas. Em dezembro de 2020 relação ao mesmo período de 2019, as vendas oscilaram em -0,1% e a receita cresceu em +7,5%.

Empresários do comércio mantém confiança na recuperação das atividades do setor

Pelo quarto mês seguido, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), medido pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), aponta resultados positivos, para o que se espera da situação econômica da atividade comercial em Sergipe. A pesquisa apontou em janeiro de 2021, 114 pontos na escala de 0 a 200 que mede a situação das empresas do comércio local. Segundo análise da assessoria executiva do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe, a manutenção da alta condiz com a recuperação das vendas dos estabelecimentos comerciais e a perspectiva de manutenção do bom momento da economia no comércio local.

A virada aconteceu entre os meses de setembro e outubro, depois que as lojas passaram a registrar o segundo mês de recuperação no volume de vendas. De outubro em diante, o indicador sempre esteve com posicionamento superior a 110 pontos, o que mostra o otimismo dos empresários do segmento no quadro econômico empresarial do momento. O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, comentou o resultado, compartilhando do otimismo dos empresários para o momento atual da economia.

Para Laércio Oliveira, otimismo dos empresários segue ritmo de crescimento das vendas.
Foto: Fábio São José

“As empresas do comércio estão com seu volume de vendas crescendo desde agosto, após o pior período da pandemia no estado, desde que reabriram suas lojas e o público voltou às compras com muita intensidade, ratificando a força do comércio sergipano. O otimismo do empresário para o quadro atual da atividade do comércio, é traduzido nos números que estudamos na pesquisa, indicando o bom momento que vivemos economicamente. Estamos em recuperação e isso é muito bom para toda a cadeia produtiva de Sergipe. Tanto que os empresários estão interessados em empregar mais pessoas, nesse momento”, afirmou Laércio Oliveira.

A pesquisa do ICEC objetiva entender com precisão a percepção dos empresários do comércio, sobre o que pensam acerca do momento econômico atual, futuro dos negócios, aplicação de recursos nos estoques, ampliação das atividades empresariais e pretensão de investimentos em contratação de trabalhadores. De acordo com a pesquisa analisada, 74,2% dos empresários do comércio estão com pretensão de aumentar seu quadro de trabalhadores contratados.

Em relação aos investimentos nas empresas, 84,2% pretendem fazer investimentos nos negócios, para aumentar a sua produtividade. Enquanto 85,8% acreditam que as atividades empresariais devem melhorar nos próximos meses. Já para 84,5% dos entrevistados, o exercício da atividade do comércio está em um momento de melhora, o que configura no somatório dos resultados, o indicador de confiança elevado para os empresários do segmento, que também entendem ser um bom momento para investir em estoques, sendo que 89,7% estão com estoques dentro do padrão adequado ou acima dele.