Fecomércio discute desenvolvimento do Porto de Sergipe

Representando o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, o superintendente da Fecomércio, Maurício Gonçalves, e o conselheiro da instituição, Marcos Andrade, participaram de uma reunião virtual promovida pelos executivos do Porto de Sergipe, o gerente de relações institucionais, Elias Rezende, e o novo gerente comercial, Ítalo Leão, via VLI, para tratar das potencialidades e possibilidades do Porto de Sergipe como vetor de desenvolvimento do Estado. A reunião aconteceu na quarta-feira, dia 7.

A empresa tem o objetivo de oferecer soluções logísticas que integram portos, ferrovias e terminais, transformando-os em locais com capacidade para atender com cada vez mais eficiência. Esta empresa é a responsável pelo andamento do desenvolvimento do TMIB – Terminal Marítimo Inácio Barbosa, conhecido como Porto de Sergipe.

O terminal está localizado no município de Barra dos Coqueiros e conta com uma área total de 2.143.000 m², equivalente a cerca de 200 campos de futebol. A área alfandegada, ou seja, aquela destinada às atividades relacionadas a fiscalização e cobrança de mercadorias, é de 785.000 m².

Durante a reunião, os gerentes do porto apresentaram o crescimento do TMIB nos últimos anos. Em um gráfico apresentado, foi ressaltado que o volume movimentado no terminal passou de 580 mil toneladas, em 2018, para 755 mil, em 2020.

Eles destacaram também que a VLI desenvolveu uma solução para o recebimento, armazenamento e a circulação no mercado, das cargas conteinerizadas, isto é, de contêineres. Estas serão recebidas por meio do regime de Declaração de Trânsito Aduaneiro, o que possibilita a suspensão de tributos.

Em cerca de 1 hora, os participantes trocaram ideias atreladas ao desenvolvimento do porto, sugerindo a adoção de atividades e ações que contribuam para o avanço da Economia. Para o superintendente da Fecomércio, Maurício Gonçalves, a reunião evidenciou que Sergipe tem condições de manter um grande terminal marítimo.

“Nós temos esta demanda há algum tempo, já que um dos pilares da Federação do Comércio é exatamente o de importação e exportação. Esta reunião foi muito importante, pois, por meio da VLI, nos juntamos com outros setores produtivos e com secretarias, como a do Desenvolvimento e da Fazenda, e enxergamos que a parceria para desenvolvimento do estado é muito importante”, disse.

Representando o Governo do Estado, estiveram os secretários de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedetec), José Augusto Carvalho, e da Fazenda (Sefaz), Marco Antônio Queiroz, além do presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Sergipe (Codise), José Matos, bem como assessores técnicos das pastas. “Ficamos muito satisfeitos com esta reunião promovida pela Fecomércio e nos colocamos à disposição, enquanto Governo, para promover encontros como estes, que só tendem a contribuir para o desenvolvimento das operações no TMIB”, afirmou José Augusto Carvalho.

O presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, enfatizou que o Porto de Sergipe está em uma posição geográfica privilegiada, que tem alta capacidade de recepção da produção em um raio de 700 quilômetros de distância, com a oportunidade de escoamento para todo o mundo, por meio da unidade portuária local.

“Temos uma grande produção em níveis altamente elevados, como a produção sucroalcooleira, devido às usinas que temos no estado e exportam seu açúcar por outros portos. Podemos trazer esses e outros tantos produtores para enviar seu produto pelo porto de Sergipe, pois o empresário quer exportar pelo nosso porto, por ser preparado para enviar qualquer tipo de mercadoria”, afirmou Laércio.

*Hugo Barbosa, estagiário de jornalismo, sob supervisão de Marcio Rocha

Fecomércio discute com VLI ampliação das atividades do Porto de Sergipe

Atendendo o convite do presidente da Fecomércio, o deputado federal Laércio Oliveira, os representantes da empresa Valor Logística Integrada (VLI), que administra o Porto de Sergipe, Elias Rezende e Fernando Morcelli, participaram de uma discussão com um grupo de empresários de diversas atividades produtivas do estado, sobre como o Porto de Sergipe pode trabalhar melhor, para atender as demandas do setor produtivo sergipano, efetuando operações cabotagem, feeding das empresas do estado, e de importação e exportação por meio do Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), facilitando o escoamento da produção sergipana e o abastecimento dos negócios locais.

Empresários de atividades industriais, comércio atacadista, produtores de alimentos e agropecuária, representantes comerciais, traders de mercado internacional, Grupo Cencosud, indústria sucroalcooleira, metalurgia, programa de qualificação para exportação da Unit, empresa júnior de relações internacionais da UFS e o Senac, participaram da reunião que discutiu de que modo o uso do porto pode influenciar no desenvolvimento econômico sergipano.

Laércio Oliveira destacou que tem buscado os entes responsáveis pelo desenvolvimento econômico de Sergipe, com a finalidade de criar um melhor ambiente para os negócios no estado e isso passa pela utilização do Porto de Sergipe como uma estratégia de logística para os empresários.

“Tenho conversado com os empresários de todos os setores da economia, indústria, comércio atacadista, agronegócio, que desejam usar o Porto de Sergipe como terminal emissor e receptor de sua produção. Fico preocupado com a questão logística por não ter em nosso porto o escoamento de nossa produção, pois as empresas querem exportar e importar, entretanto não têm perspectivas de atendimento pelo nosso porto. Queremos abrir as fronteiras para importar e exportar por aqui, para fazer aquecer a economia do estado, elevando a produtividade de todos os setores da economia. Isso significa gerar mais empregos para nosso povo”, comentou Laércio.

Os empresários apresentaram sua demanda para os representantes da VLI e para o diretor da Fecomércio, Ancelmo Oliveira, falando sobre como o porto pode melhorar sua capacidade de recepção e emissão de mercadorias. Além disso, eles tiraram dúvidas sobre as operações do TMIB, apresentando suas demandas sobre trazer as operações de importação, exportação e transporte marítimo de produtos. A exemplo de recepção de navios autodescarregáveis , discussão acerca da tributação para as empresas que usarem o porto como meio de envio, objetivando a diminuição dos custos de frete das empresas, o que traz produtos com preço final menor para o consumidor.

O presidente do Sincadise, Breno França, lembrou que as empresas do setor no estado importam 600 milhões de reais em mercadorias por ano, por meio de outros portos do país, a exemplo de Maceió e Salvador. Segundo ele, Sergipe tem plenas condições de operação e de promover os incentivos para o uso do porto, além dos fiscais para que as empresas movimentem mais a economia do estado.

Fernando Morcelli, gerente comercial da VLI em Sergipe, valorizou a iniciativa da Fecomércio e destacou que a empresa tem o interesse de ampliar suas operações no estado, realizando novos negócios para facilitar o envio e recebimento de produtos pela unidade do TMIB.

“Vir para a Fecomércio, ouvir os empresários que nos apresentaram suas demandas é muito importante. Nós queremos entender melhor as demandas do mercado sergipano para desenvolver um negócio que contemple os interesses empresariais locais. Temos capacidade de armazenamento de 300 mil toneladas entre área aberta e fechada, com uma área muito grande de retroporto, além do nosso raio de alcance contemplar todo o Nordeste. Estamos trabalhando para ampliar o calado do porto para 12 metros e isso será para atender as demandas do mercado. Queremos promover a diminuição dos custos para as empresas, à partir do entendimento das demandas do mercado”, afirmou.

Os representantes da VLI também disseram que o TMIB pode operar várias variedades de cargas e que quer atender as necessidades das empresas sergipanas. O Porto de Sergipe tem disponibilidade para atendimento de recolhimento de carga diretamente do produtor para enviarem aos países de destino. Além disso, lembraram que a estrutura portuária da Bahia, utiliza o Porto de Sergipe como alternativa para suas operações, devido à proximidade dos estados.

O presidente da Fecomércio agradeceu aos empresários pela apresentação das demandas variadas e aos representantes da VLI por buscarem a compreensão dos interesses das empresas locais, com o objetivo de promover a solução logística para o estado.

“Com essas sugestões, as operações de transporte de carga em grande volume serão facilitadas em Sergipe. “O mais importante disso tudo é saber que temos um porto com alta capacidade de operação e desmistificar mitos criados como o calado baixo. Nosso porto tem condições de atender todas as demandas dos empresários de Sergipe e do Nordeste, podendo assim importar e exportar em águas sergipanas, com toda a segurança e confiabilidade. Isso vai resultar em mais empregos para nosso povo, pois irá estimular a geração de novos negócios correlacionados com o terminal marítimo”, disse o Laércio Oliveira.