Intra-S: Fecomércio de Sergipe desenvolve nova plataforma de comunicação interna

O Núcleo de Comunicação e Marketing (NCM) da Federação do Comércio de Sergipe (Fecomércio/SE) está desenvolvendo uma nova plataforma de comunicação interna chamada Intra-S. Quando implantada, a ferramenta servirá para o compartilhamento de informações e gerenciamento de processos, tarefas e equipes dentro das empresas. A apresentação do projeto aconteceu durante o Encontro Nacional de Comunicação da Confederação Nacional do Comércio (CNC), no início do mês, no Rio de Janeiro/RJ, evento que reuniu assessores de comunicação de todo o país.

O projeto é baseado em perfil pessoal e no modelo de gestão de pessoas chamado People Analytcs. O sistema está sendo desenvolvido pelo programador web Alexandre França, sob orientação do coordenador do NCM, André Gusmão. A plataforma começará a ser testada no Sistema Fecomércio-Sesc-Senac de Sergipe ainda neste primeiro semestre mas, em breve, será levada a outros Estados.

Segundo André Gusmão, a ideia de criar a Intra-S surgiu da necessidade de uma maior integração entre as instituições que compõem o Sistema Fecomércio. “Um dos problemas de uma grande instituição é a comunicação interna, passar informações aos colaboradores, das mais simples às mais complexas. Fazer chegar a todos é muito complicado. Essas grandes instituições têm a chamada intranet, e é um problema porque não se consegue fazer com que todos a utilizem efetivamente, já que ela não costuma ser muito atrativa. Muitos colaboradores têm resistência. Quando construímos o mapa mental do NCM, no ano passado, um dos desafios era a criação de um novo modelo de intranet, pois é muito importante ter uma comunicação integrada e eficaz em um Sistema que conta com cerca de 1000 colaboradores”, contou.

“Em outubro do ano passado, tivemos uma conversa com o publicitário Gabriel Leite, diretamente de Florianópolis. A conversa serviu como a fagulha que faltava à equipe e nós começamos a construir uma nova ideia de intranet. Bebemos em várias fontes, fizemos muitas pesquisas e chegamos à conclusão de que ela deveria ter um perfil pessoal com informações direcionadas e não de maneira muito genérica, além do acesso à documentos importantes da empresa e um espaço para mensagens, mas que não fosse um feed de notícias como o do Facebook ou Twitter. Então vimos que se tratava de uma intranet com cara de rede social e um jeito de website corporativo, o que originou o nome Intra-S – Intranet Social Corporativa”, explicou Gusmão.

O projeto foi apresentado a Laércio Oliveira, presidente da Fecomércio, que imediatamente comprou a ideia. O passo seguinte foi o recrutamento do desenvolvedor Alexandre França, instrutor do Senac, para dar vida ao programa. Mauricio Gonçalves, Superintendente da Fecomércio participou da apresentação, junto com os diretores regionais Adely Carneiro (Sesc) e Paulo do Eirado (Senac). “A chegada de um colaborador do Senac ao projeto é uma mostra de que a Intra-S já nasceu cumprindo o seu propósito, que é o de integração das três casas, uma marca da gestão de Laércio Oliveira”, declarou Mauricio.

O grande desafio da Intra-S será o controle de processos e tarefas. O último módulo a ser desenvolvido pela equipe promete ser um divisor de águas nas corporações. “Os colaboradores terão controle sobre os projetos que estão desenvolvendo e os gestores poderão, além de demandar ações, também controlar e acompanhar o seu desenvolvimento”, completou Alexandre França.

Testes e implantação

A implementação em definitivo da Intra-S em todo o Sistema Fecomércio de Sergipe deve levar em torno de um ano, mas os primeiros módulos já estão prontos e devem começar a ser testados nos próximos meses. Os testes são necessários para descobrir e corrigir erros e aprimorar a ferramenta. Outros Estados também poderão testar a plataforma.

“Fomos convidados a apresentar o projeto durante o Encontro Nacional de Comunicação da CNC, pois ele já era conhecido em nossos grupos internos, e fizemos uma apresentação bem explicativa da Intra-S, mostrando módulo a módulo, todos detalhes desta nova plataforma. A ideia foi muito bem aceita e, prontamente, recebemos pedidos de várias Federações do país. Em princípio, vamos começar os testes em Sergipe, mas também levaremos à CNC e às Federações do Comércio da Bahia e Brasília, pois elas participaram do nosso encontro estadual de comunicação no mês passado, e vão ganhar a oportunidade de serem as primeiras a utilizar a Intra-S”, disse André Gusmão.

Foto : Guilherme Oliveira/CNC




IBGE busca Fecomércio para parceria na conscientização empresarial

 

Representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), liderados pela chefe da unidade estadual, Adriana Sacramento, estiveram na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Sergipe (Fecomércio-SE) na sexta-feira (14), para apresentar seu trabalho de pesquisas realizadas para medição estatística do setor produtivo no Brasil e em Sergipe. A ação faz parte de uma proposta de integração do instituto com as entidades empresariais, na busca pela melhoria das relações com as empresas do estado.

Na reunião, a representante do IBGE, Rosinadja Morato, informou que as pesquisas do instituto não possuem finalidade fiscal, que chega a ser considerado um problema, devido à interpretação por parte de alguns empresários que são convocados para participar das pesquisas. Segundo ela, o objetivo das pesquisas do IBGE é trazer a realidade do mercado para a população e a própria classe empresarial sergipana.

“Somos parceiros da classe empresarial e precisamos que eles compreendam que também eles podem ser nossos, pois o mercado e a economia local são estudados com as pesquisas que realizamos com eles. São eles que nos mostram as reais condições do mercado e também nos ajudam a fazer o trabalho com a população. A participação da Fecomércio é importante para que consigamos agir mais profundamente e melhor, no setor empresarial”, disse Rosinadja.

A parceria entre a Fecomércio e o IBGE, surge num momento em que as empresas estão atravessando dificuldades, com o advento da crise econômica que afeta todo o mercado sergipano. Com a incisão da Fecomércio no processo de feitura das pesquisas mensais, a representante do instituto espera que haja uma maior participação empresarial nos trabalhos realizados, fazendo uma radiografia mais precisa do mercado local. O diretor da Fecomércio, Marcos Andrade, lembrou que a integração dos empresários com o IBGE é fundamental para o completo conhecimento do panorama econômico sergipano.

“A participação empresarial é importante para que se tenha uma melhor compreensão de como andam os setores da economia e proporcionar um melhor conhecimento do mercado. Integrar mais o empresariado faz com que encontremos os caminhos para identificação e recuperação dos problemas dos setores”, comentou.

As pesquisas realizadas pelo IBGE no estado poderiam ser mais detalhadas, se houvesse uma maior participação dos empresários ao responderem os questionários apresentados pelo instituto. Para tanto, a Fecomércio desenvolverá ações de conscientização da classe empresarial, com a finalidade de aumentar a precisão dos resultados, estimulando a participação dos empresários de Sergipe.

A equipe do IBGE, por meio da gerente nacional Clícian Oliveira, realizou a apresentação de algumas das pesquisas realizada ao longo do ano, com detalhamento de ações efetivadas e mostra dos resultados apurados. Segundo Rosângela Morato, o instituto possui sigilo estatístico, o que garante o anonimato dos participantes das pesquisas.

O superintendente da Fecomércio, Alexandre Wendel, valorizou a iniciativa do IBGE em procurar a federação para integrar as ações e se comprometeu em colocar a estrutura da entidade à disposição do instituto para o melhoramento no desenvolvimento das pesquisas.

“Nosso presidente, Laércio Oliveira, é um homem antenado na economia de Sergipe e do Brasil, e reconhece a importância que o IBGE tem, principalmente na identificação dos problemas econômicos. E isso o fez voltar sua atenção para o trabalho em equipe. Ele orientou que coloquemos nossa comunicação para que ajude a difundir o trabalho junto às empresas, nos períodos de pesquisa e sabe que com essa parceria quem tem a ganhar é o empresário e a população, pois o raio-x da economia que é feito pela federação conta com a importante participação do IBGE em nossas ações”, destacou Alexandre Wendel.

A reunião contou com as presenças de representantes do Fórum Empresarial, Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (Fies), e Banco do Nordeste do Brasil, que também atuarão como parceiros na conscientização empresarial.

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Setor de Serviços cresce 7,2% em junho

O setor de Serviços em Sergipe apresentou uma significativa recuperação, no mês de junho, de acordo com dados apurados pela Federação do Comércio de Sergipe. Segundo os números apresentados pelo IBGE, na Pesquisa Mensal de Serviços, Sergipe apresentou um crescimento de 7,2% na receita em relação ao mês de junho do ano passado.

Somente os meses de março e junho apresentaram variação positiva na receita do setor de serviços. Março apresentou um aumento de 2,8% e junho com 7,2%. No ano de 2015, a receita do setor acumula um saldo positivo de 0,2%. No período de 12 meses, a receita chega ao volume de 1,5% positivo. Entretanto, o ano continua sendo difícil para o setor de Serviços, pois os meses de janeiro, fevereiro, abril e maio apresentaram somados, queda de 8,4%, um número que mostra a dificuldade enfrentada pelas empresas do setor.

O mês de junho tem como característica o crescimento dos serviços relacionados ao turismo e suas vertentes, como hotelaria, bares e restaurantes, entre outros. A consideração se deve em virtude do período de festas juninas ter dado um aumento no fluxo de consumo dos serviços.

Por Marcio Rocha



Fecomércio homenageia centenário de Mamede Paes Mendonça

O empresário que desbravou o segmento do setor supermercadista pelo Brasil, reconhecidamente um dos maiores comerciantes do Brasil dos últimos 100 anos, Mamede Paes Mendonça, recebeu o reconhecimento dos seus grandes serviços prestados, empenho e sua dedicação para o desenvolvimento do comércio sergipano e brasileiro, por parte das entidades de classe empresariais sergipanas, em um evento organizado pela Federação do Comércio de Sergipe (Fecomércio-SE), realizado na última sexta-feira (14) no restaurante Senac Bistrô Cacique Chá, em Aracaju.

Venerado como um ícone do sucesso empresarial como comerciante, Mamede Paes Mendonça completaria 100 anos na quarta-feira (05), ocasião em que, para celebrar sua memória, a Fecomércio e as entidades representadas pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Associação Comercial e Empresarial de Sergipe (ACESE), Fórum Empresarial, Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) e Associação Sergipana de Supermercados (ASES), prestaram sua homenagem a Mamede Paes Mendonça, entregando duas placas comemorativas ao centenário do empresário sergipano, nascido em 1915, na cidade de Ribeirópolis.

Mamede Paes Mendonça construiu um legado desde o início de sua vida. Em 1933, aos 18 anos, iniciou sua vida empresarial com a compra de uma panificação. Em 1942, seus negócios já haviam se expandido até Aracaju, onde trabalhou com o comércio de secos e molhados, em mais uma empresa de sua propriedade. Mamede Paes Mendonça fundou a rede de supermercados Paes Mendonça, que teve seu ápice nos anos 90, quando era proprietário de 156 supermercados nos estados de Sergipe, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

Para o presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, Mamede Paes Mendonça foi um líder nato do setor supermercadista e fez de sua vida, um exemplo de vitória do empreendedorismo.

“Falar de Mamede é lembrar que ele foi o maior empreendedor que Sergipe teve nos últimos 100 anos. Ele foi o precursor do grande comércio varejista e atacadista em Sergipe e em vários estados brasileiros. Sua coragem e seu ímpeto em fazer o comércio crescer, avolumando um grande império de negócios que promoveram o desenvolvimento para vários estados, principalmente para Sergipe. Todos os sergipanos tem um pouco de Mamede Paes Mendonça em suas vidas, muitos o conheceram, outros até hoje estão ligados à ele, pois sua rede de supermercados gerou milhares de empregos e trouxe benefícios para a vida de toda a população Sergipana”, disse Laércio Oliveira.

Segundo José Andrade Mendonça, um dos filhos de Mamede, o trabalho realizado por seu pai marcou a história do comércio em todo o Brasil. Mendonça agradeceu a homenagem recebida à memória de seu pai.

“Seu Mamede é um exemplo. Seu legado deixado para os sergipanos, o fez um exemplo para todo o Brasil. Tudo conquistado por meio de muito trabalho. Os sergipanos homenageiam seu filho ilustre, pelo orgulho que ele trouxe a Sergipe. Fico muito feliz em comemorar essa data tão especial para a memória de Seu Mamede. Estou muito feliz em poder participar desse momento único, promovido pelo meu amigo Laércio e pela Federação do Comércio de Sergipe”, disse.

O empresário Albano Franco, lembrou dos encontros de negócios com o comerciante e da credibilidade que possuía em todo o país.

“Meu pai, Augusto Franco, dizia sempre para que eu aprendesse com Mamede que era um homem sério e honrado. Várias vezes fui à Bahia para vender produtos à empresa dele. Era um homem espetacular e por toda  a sua sabedoria e respeito, eu era valorizado quando dizia que era seu amigo”, comentou.

“Meu pai tinha uma visão incomum, era determinado e tudo que saia do seu coração era acompanhado por sue espírito progressista, com uma forte sensibilidade social. Gostei de ser seu funcionário porque aprendi muito, foi uma grande escola. Ele deixou Sergipe, mas tinha uma paixão total por esse Estado, por isso estou muito satisfeito de estar aqui”, afirmou José Augusto Andrade Mendonça, filho de Mamede Paes Mendonça.

Mamede Paes Mendonça foi um homem que saiu de uma família pobre de agricultores e conquistou o Brasil em um período no qual o empreendedorismo foi determinante para promover o desenvolvimento do país, Segundo Laércio.

O ícone do comércio brasileiro, que elevou Sergipe ao cenário nacional desde seu aporte na Bahia, quando criou o seu negócio, e de lá estendeu suas ações para outros estados, foi reverenciado por mais de 100 empresários, parentes e amigos, que estiveram presentes na solenidade. O empresário expandiu suas ações pelo país com as redes de supermercados Paes Mendonça, Chame-Chame, Politeama, Tupi, Unimar e Disco. Seu método de trabalho era buscar a venda no grande volume, com uma baixa margem de lucro, o que lhe levou à sua trajetória vitoriosa.




Déficit e reflexos

Por Márcio Rocha

O Brasil já mostrava sinais claros que neste ano passaria por dificuldades econômicas, devido aos diversos problemas que eclodiram por todos os lados do aparelho público. Estados quebrados, municípios com dificuldades para se manter e o Governo Federal registrando gastos superiores a 17 bilhões de reais, em um ano eleitoral, cuja prestação de contas foi mascarada por meio de mudanças na Meta Fiscal durante o jogo, com o time em campo.

O sinal mais claro de fraqueza econômica começou a aparecer e já mostra um número preocupante. A balança comercial brasileira registrou um desequilíbrio de US$ 2.84 bilhões de dólares apenas no mês de fevereiro. Em suma, as importações foram maiores que as exportações, prejudicando a economia brasileira nessa grande monta. O alarmante dado foi divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Há 35 anos, não se registrava uma conta tão deficitária para o Brasil com tão grande prejuízo, pois os dados são meramente nominais e não contam com a inflação periódica. Ou seja, o estrago é maior que o divulgado. Somando-se o percentual inflacionário, a conta paga pelo brasileiro ainda fica mais cara. Em números frios, as exportações somaram 12 bilhões e 90 milhões de dólares, contra as importações de 14 bilhões e 930 milhões, deixando a conta de comércio exterior do Brasil no vermelho.

Aliado ao mês de janeiro, o descenso da balança comercial já atinge a cifra de US$ 6.02 bilhões, convertidos em reais, quase o mesmo valor que o Governo Federal torrou sem dar explicação, pois conseguiu executar uma manobra que ludibriou todos os brasileiros, principalmente aqueles pagadores de tributos que são responsáveis diretamente pela conta paga. A queda nas vendas dos produtos brasileiros no exterior implica em ações de combate à evasão de receita para o comércio brasileiro no contexto geral. O fortalecimento das câmaras de comércio exterior é uma alternativa para a situação que tende a provocar um efeito dominó em vários setores. Falta um mecanismo que possa dar a garantia de realização de negócios pelo empresariado nacional, por parte do governo.

A situação deverá piorar ainda mais um bocado, o aumento absurdo que foi registrado nos combustíveis, para pagar aquela conta inicial dos 17 bilhões incinerados pelo Governo Federal, provocou paralisações de caminhoneiros em todas as regiões do país. A insensibilidade no momento de crise irá gerar ainda mais prejuízos para a população. O reflexo direto do desajuste fiscal e econômico brasileiro está sendo sentido no bolso do trabalhador quando vai ao supermercado, quando suas contas chegam a sua casa e ao perceber que está nitidamente perdendo poder de compra.

Deixam sobre as costas do empresariado as novas contas do auxílio doença, além das taxações majoradas pelo custo do trabalhador. Com a política tributária praticada de forma insana contra o empresariado, empregos deverão desaparecer, junto com a receita evadida do comércio. O presidente da Federação do Comércio (Fecomércio) de Sergipe, Laércio Oliveira, lembra que a carga tributária e a alta burocracia são os grandes entraves do empresário. Mais empregos poderiam ser gerados se não houvesse tanta problemática para manter as empresas, principalmente as micro e pequenas, que são as maiores geradoras de postos de trabalho no país.

Ricocheteando entre o déficit comercial e os problemas com a política tributária para as empresas, vem as dívidas familiares. O brasileiro está buscando pagar suas pendências, mas até quando conseguirá? De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC) atualmente, são 17.5% das famílias brasileiras com dívidas, um número que está em queda de 0.3% em relação a janeiro. Contudo, não há mais a renda extra que o brasileiro tem no período interstício entre um ano e outro. Vilões como os juros de cartões de crédito responsável por mais de 70% das dívidas, continuarão afligindo a população.