Comércio eletrônico em lojas sergipanas apresenta crescimento de 130% em 2020

O ano de 2020 foi marcado por muitos desafios a serem enfrentados por toda a sociedade, com o surgimento da pandemia da COVID-19, que tomou conta do mundo, afastou as pessoas umas das outras, provocou o fechamento das atividades econômicas em todo o mundo e uma grande fuga de consumidores do mercado do comércio varejista. Entretanto, também foi um ano marcado por transformações que promoveram a evolução dos negócios, fazendo empresários se descobrirem, outros se redescobrirem e muitos se reinventarem. A transformação digital foi acelerada para o comércio varejista em todo o mundo e Sergipe não ficou de fora. Muitos empresários locais migraram seus negócios para a variante do comércio eletrônico, criando lojas virtuais no ShopAju.com, shopping virtual desenvolvido pela empresa de consultoria Virtuaria, que conta com o apoio do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac.

Com as dificuldades para a operação das lojas no varejo físico, quem estabeleceu uma loja virtual conseguiu uma grande vantagem no período acentuado da pandemia, vendendo pela internet. Com isso, o Sistema Fecomércio/Sesc/Senac conseguiu apurar pela primeira vez na história, dados de vendas do comércio eletrônico exclusivamente de lojas sergipanas. Os números foram apresentados pelos consultores da Virtuaria, Anízio Torres e Vinícus Castro, para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, que ficou extremamente satisfeito com os resultados exibidos, que reafirmam a força do e-commerce para as lojas sergipanas.

Laércio Oliveira comenta resultado do e-commerce em Sergipe
Foto: Marcio Rocha

“Vivemos um ano que foi de transformações rápidas e quem saiu na frente, rumo ao comércio eletrônico conseguiu uma grande vantagem. As lojas virtuais aumentaram suas vendas exponencialmente, atendendo as demandas do consumidor. A parceria entre a Fecomércio e a Virtuaria ajudou bastante aos empresários em colocar seus negócios no mundo digital e os resultados estão aí, com um grande crescimento das vendas online e do faturamento dessas empresas. O comércio eletrônico é um caminho sem volta para as empresas e consumidores. E o empresário local que estiver nesse universo, terá mais oportunidades para crescer seu negócio, mantendo os recursos das vendas aqui em Sergipe, gerando mais empregos e renda no nosso estado”, comentou Laércio Oliveira.

O ano de 2020 para as empresas do ShopAju.com foi marcado pelo crescimento de 130% das vendas, comparando com o ano de 2019. As lojas virtuais venderam mais que 2.3 vezes o volume do ano anterior. A receita apurada pelos empresários com lojas no shopping virtual sergipano também deu um salto de crescimento, com a elevação de 175% diante de 2019. O ano também foi bom para o consumidor, que investiu mais nas lojas virtuais sergipanas. Em 2020, o ticket médio de compras dos consumidores no ShopAju.com foi de R$ 190.

O consultor Vinícius Castro lembrou que as empresas do ShopAju.com contam com todo o apoio para o desenvolvimento das lojas virtuais, com criação do site, assistência, engine de vendas e todo o suporte necessário para o funcionamento adequado. Castro lembrou que os resultados de crescimento eram esperados, pois o consumidor entendeu que dá para comprar bem, com qualidade e preço competitivo no mercado local, de forma virtual.

“Sergipe tem uma participação importante no mercado de compras online e nosso objetivo é direcionar isso para os empresários locais. O resultado do ShopAju.com é importante demais, pois nesse momento de pandemia, as empresas encontraram um alento para sua sobrevivência no comércio online e outras realizaram um processo de transformação, evoluindo seus negócios. Ter 130% de crescimento das vendas é importantíssimo para entendermos que as pessoas estão comprando mais no online, que é a modalidade de compra que mais cresce, e dando oportunidade para os produtos de lojas sergipanas. Fortalecendo toda a cadeia produtiva comercial, tanto física quanto virtual. O comércio eletrônico é uma crescente que não tem limite para os comerciantes sergipanos”, comentou.

As empresas interessadas em ingressar no universo das lojas virtuais por meio da plataforma ShopAju.com, e participar desse mecanismo de elevação do volume de vendas, têm na Fecomércio um parceiro para facilitar o acesso à ferramenta, segundo Laércio Oliveira.

“Nós do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac temos buscado as melhores alternativas para os empresários, sempre procurando promover o que crie novas oportunidades para a expansão da atividade de comércio e serviços. E o shopping virtual é um mecanismo que fortalece os empresários, fazendo-lhes vender mais. Para tanto, estamos com nossa equipe à disposição para atender os empreendedores de todos os tipos, focando no crescimento das atividades comerciais”, afirmou Laércio Oliveira.

Fecomércio aponta comércio eletrônico como solução para enfrentar coronavírus

Com o problema decorrente da pandemia do coronavírus, as medidas tomadas pela Prefeitura de Aracaju implicam em mudanças comportamentais bruscas no comércio de toda a cidade. O fechamento de lojas é uma situação iminente e as vendas irão sofrer um grande impacto. Entretanto, existem empresas que encontrarão na crise uma oportunidade de crescimento. O comércio eletrônico, ou e-commerce, irá crescer sobremaneira dentro da cidade.

Muitas empresas ainda não possuem ferramenta de comércio na internet e isso, como uma das preocupações do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, que trabalha para criar novas oportunidades e sustentação sólida do ambiente de negócios, foi firmada uma parceria com a empresa Virtuaria. O resultado foi o Aracaju Shopping Virtual, no endereço shopaju.com na rede mundial de comunicações.

O produto é uma ferramenta que agregará em uma plataforma digital, oportunidades de compra e venda de produtos no ambiente online, indo além do limite básico das transações comerciais, sendo uma plataforma de múltiplas ofertas de produtos e serviços, buscando a competitividade no mercado e a melhor oferta de produtos com relação custo x benefício para o consumidor.

Dentro da plataforma que abrigará o sistema, cada empreendedor terá sua loja própria, com design e administração independente. Ou seja, o negócio tomará a proporção que o proprietário desejar, para se adequar aos clientes captados pela Shopping Aracaju Virtual. O mecanismo também trabalhará com a promoção de vendas para os empresários que participarem da iniciativa, através de dispositivos que ampliem a visibilidade do negócio.

Segundo o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, para enfrentar a crise no comércio, a inovação nos negócios é fundamental e o Aracaju Shopping Virtual está preparado para atender as demandas dos empresários com celeridade.

“Temos que encontrar meios de enfrentar a crise e garantir que os negócios continuem em atividade. Se não houver vendas, as empresas fecham por falta de faturamento e pessoas ficam desempregadas. Isso prejudica de modo severo toda a economia e ciclo produtivo. A Fecomércio, nessa parceria conseguiu benefícios exclusivos para as lojas dos sindicatos. E isso é fundamental para sobreviver no mercado. É uma ferramenta simples, rápida e que conecta o consumidor com o lojista, sempre dando a oportunidade de encontrar o produto que deseja a preço justo e com entrega em casa. Nesse momento de isolamento social, o comércio virtual crescerá muito e quem estiver no mercado digital continuará vendendo”, comentou.

Os lojistas que participarem da iniciativa, de acordo com o consultor de tecnologia, terão grandes benefícios, como o aumento das vendas, recursos para atrair o consumidor, uso de estratégias de marketing para dar visibilidade às lojas virtuais, a credibilidade associada ao Shopping Aracaju Virtual, entre outras. Isso tudo com um custo baixo para a manutenção do empreendimento online.

Aracaju Shopping Virtual é premiado por resultados

O Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Sergipe tem buscado oportunidades de promover as empresas do setor terciário de vários modos, colocar no cenário virtual, levando as empresas para o universo do comércio eletrônico é um deles. Para isso, o presidente do sistema, Laércio Oliveira, firmou um convênio com a empresa Aracaju Shopping Virtual, que promove condições especiais para os empresários da base associada da Fecomércio em ter seu e-commerce.

Os resultados do trabalho do Aracaju Shopping Virtual (shopaju.com) têm se destacado no mercado local, possibilitando às empresas, a oportunidade de vendas para além do varejo físico, promovendo mais ganhos e competitividade para o mercado. Os mesmos resultados apresentados levaram a empresa parceira da Fecomércio a receber o prêmio “Lojas Virtuais”, promovido pela Next Coworking, como destaque na operação do comércio eletrônico em Sergipe.

A premiação aconteceu no dia 28 de fevereiro, em Aracaju, quando os empresários Anízio Torres e Vinícius Castro, receberam o certificado de condecoração da empresa. A atuação do Aracaju Shopping Virtual tem crescido e abarcado novos interessados que elevaram o leque de produtos e serviços oferecidos para o público. O superintendente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Maurício Gonçalves, parabenizou os parceiros e comemorou a premiação, lembrando que a ferramenta é o melhor caminho para que as empresas entrem no mercado mundial em pouco tempo e com baixo custo.

“A Fecomércio fica muito feliz em poder comemorar essa premiação do Aracaju Shopping Virtual, pois eles têm um trabalho dedicado ao crescimento do comércio eletrônico para as empresas locais e isso é o que levará as empresas para o futuro do varejo. O varejo físico tem limites que o e-commerce transpõe com facilidade, levando as pessoas a terem a comodidade de comprar direto de casa, em empresas sergipanas, com entrega rápida e completa segurança de sua compra. Isso é sinônimo de credibilidade para o consumidor e de eficiência para as empresas que aportam na plataforma do shopping virtual”, comentou.

Com mais de 50 empresas de vários ramos do comércio, serviços e turismo, o Aracaju Shopping Virtual se consolida como líder de mercado no segmento. As empresas associadas ao Sistema Fecomércio/Sesc/Senac possuem critérios diferenciados para a contratação do serviço, devido à parceria da empresa com o sistema.

 

E-commerce no Brasil faturou R$ 23,6 bi no 1º semestre de 2018

E-commerce no Brasil faturou R$ 23,6 bi no 1º semestre de 2018

A Ebit/Nielsen divulgou na semana passada o estudo sobre o e-commerce no Brasil, no primeiro semestre de 2018. O Webshoppers é um estudo realizado pela Ebit desde 2001 sobre o comércio eletrônico no Brasil, e está na 38º versão.

De acordo com o levantamento da Ebit, o e-commerce brasileiro cresceu 12,1% no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento representou um faturamento de R$ 23,6 bilhões. Assim como no ano passado, o destaque ocorre para os grandes marketplaces que apresentaram taxas elevadas de crescimento, impulsionando assim uma alta de 8% no total de pedidos, registrando um total de 54,4 milhões. Cerca de 27,4 milhões de consumidores fizeram compras no e-commerce no primeiro semestre deste ano, desse total, 4,5 milhões compraram pela primeira vez.

Outro destaque dessa edição foi o aumento das vendas via dispositivos móveis, como já registrados nos anos anteriores. Segundo o Ebit, o crescimento do acesso à internet, fortalecido pelo crescimento do mercado de smartphones, permitiu que mais consumidores realizassem compras no varejo digital. No primeiro semestre de 2018, 17,4 milhões de pedidos foram realizados por meio de smartphones ou tablets, movimentando cerca de R$ 6,7 bilhões, alta nominal de 30% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A pesquisa mostrou também uma mudança na forma de pagamento das compras online. No 1º semestre de 2017, 48,2% das vendas capturadas no e-commerce foram com pagamento à vista. Já no mesmo período de 2018, 52,1% decidiram pagar em uma única parcela suas compras, aproveitando inclusive incentivos das lojas com descontos.

Em relação às categorias por segmentos de vendas, a categoria Saúde/Perfumaria e cosméticos ultrapassou Moda e Acessórios, liderando o ranking de pedidos no primeiro semestre de 2018. Segundo o relatório, o crescimento do setor de Cosméticos e Perfumaria no comércio eletrônico se deve, principalmente, ao fortalecimento da presença de grandes fabricantes desse tipo de produto no ambiente online.

Considerando os consumidores por classe social, a classe C representou 36% dos consumidores online, enquanto as classes D e E somaram 46%. Já as classes A e B, juntas, representaram 18% do e-commerce no primeiro semestre de 2018.

Sob o ponto de vista regional, a pesquisa mostrou que a região Sudeste continua sendo a mais relevante em relação às compras do e-commerce, com 61,2% do share de produtos do Brasil, mas que perde aos poucos sua hegemonia para as outras regiões. A região Sul foi a que mais cresceu, foram 1,8 milhões de pedidos a mais do que no primeiro semestre de 2017.

De acordo com as previsões da Ebit, o faturamento do e-commerce em 2018 deverá ser de R$53,4 milhões em 2018, alta de 12% ante 2017.

Desde janeiro de 2000, a Ebit já coletou 30 milhões de avaliações dos consumidores, sendo, em média, mais de 400.000 novas todo mês. Essas informações, compiladas, geram relatórios de Inteligência de Mercado, que traçam o perfil do consumidor online e também avaliam comparativamente os serviços prestados pelas lojas virtuais, em quesitos como entrega, preço do produto, formas de pagamento, NPS, entre outros.

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Logística no E-commerce Brasileiro

A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOMM), realizou pesquisa sobre a logística no e-commerce brasileiro, fator chave para o sucesso das lojas virtuais. A pesquisa Logística no E-commerce Brasileiro 2017, considerou três pontos importante para analisar a logística nesse segmento: armazenagem, transportes e manuseio.

Segundo o levantamento, a maior parte (86,1%) das lojas virtuais no país ainda preferem fazer sua própria armazenagem. Custos mais baixo e maior controle sobre a operação são as principais vantagens citadas pelos empresários, menor poder de barganha com as transportadoras é uma das desvantagens.

O frete é o maior responsável pelos custos logísticos no e-commerce (58,1%), seguido por gastos com armazenagem (21,5%) e gastos com manuseio (20,5%). Investimentos em automação, processos e capacitação da equipe, trazem mais performance no manuseio e consequente redução de custos.

Sobre a frota utilizada pelas lojas virtuais, a pesquisa mostrou que 80,9% utilizam os Correios, mas há uma tendência para utilizar as transportadoras privadas e diminuir a dependência ao uso dos Correios. Cerca de 52,8% utilizam transportadora privada e 12% utilizam frota própria.

O fim do e-Sedex não foi bom para o e-commerce brasileiro, parte das lojas virtuais migraram para o Sedex (84,4%), mas a maioria procurou os serviços de transportadoras privadas. A satisfação dos lojistas virtuais com os Correios diminuiu muito entre 2015 e 2017, quase metade (43,9%) considera os serviços péssimos ou ruins, 44,8% considera razoável. O atraso na entrega das mercadorias/produtos é o principal problema enfrentado pelos lojistas virtuais frente aos Correios, além dos furtos e extravios.

A pesquisa mostrou que a contratação de transportadoras privadas por região vem crescendo. Ao gerenciar as tabelas de fretes por região, as lojas virtuais reduzem custos e aumenta a qualidade dos serviços prestados aos clientes. Sobre quem paga o valor do frete, o levantamento mostrou que 33,9% é o lojista+cliente, 54,1% é o cliente e 12% o lojista. Em mercados maduros, as lojas virtuais cobram pelo frete. No Brasil, tem ocorrido redução do número de lojas virtuais que embutem o valor do frete no preço, ou subsidiam parte do custo.

Sobre o prazo de entrega, o levantamento mostrou que no Brasil os pedidos demoram para chegar na casa do cliente/consumidores. Os dez estados com maior índice de problemas nas entregas são o Rio de Janeiro, Bahia, Amazonas, Acre, Ceará, São Paulo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Mato Grosso.

A internacionalização do e-commerce já é uma realizada no país, cerca de 21,5% das lojas virtuais pesquisadas disseram que já enviaram produtos para o exterior em 2017, esse percentual era de 16% em 2015.

Outa informação relevante foi a de que a Black Friday já é a data mais importante das lojas virtuais brasileiras. Cerca de 78% dos entrevistados apontaram essa data como a mais importante do ano.

 

Congresso analisará MP que cria Fundo Nacional de Desenvolvimento Ferroviário

O Congresso Nacional começa a analisar, após o recesso, a Medida Provisória (MP) 845/18, que cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Ferroviário (FNDF). O fundo funcionará por cinco anos, contados a partir de 20 julho deste ano – data de publicação da MP – e terá como objetivo ampliar a capacidade logística do Sistema Ferroviário Nacional.

O FNDF será composto por recursos do Orçamento da União, por doações e por outras fontes, tais como o montante arrecadado com a outorga da subconcessão da Estrada de Ferro (EF) 151 – conhecida como Ferrovia Norte-Sul –, no trecho entre Porto Nacional, em Tocantins, e Estrela D’Oeste, em São Paulo, e o respectivo ágio. O edital da subconcessão está previsto para o final agosto. A ideia, segundo o governo federal, é direcionar os recursos arrecadados com a concessão do trecho para investimentos que retroalimentem o setor, evitando que os recursos advindos da licitação se destinem ao Tesouro Nacional e sejam usados em outros setores.

De acordo com a MP, o fundo deverá ser utilizado prioritariamente na ligação do Complexo Portuário de Vila do Conde, no Pará, à Ferrovia Norte-Sul – a espinha dorsal do transporte ferroviário brasileiro. Pelo texto, os investimentos deverão ter início no município de Barbacena, no Pará. Na justificativa enviada ao Congresso, o Palácio do Planalto argumenta que o fundo viabilizará novas alternativas para o escoamento da safra agrícola brasileira, por meio de portos de grande capacidade localizados no Norte do País.

Além disso, segundo o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, ao qual o FNDF está vinculado, os recursos serão usados para aumentar a participação do modal ferroviário na matriz de transportes nacional, contribuindo para custos mais baixos, menor emissão de poluentes e menos acidentes nas rodovias brasileiras.

Tramitação
A MP 845/18 será inicialmente analisada por uma comissão mista de deputados e senadores. Em seguida, o texto aprovado será discutido e votado nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado.

Íntegra da Proposta: MPV-845/2018

Fonte: Câmara Notícias, 25.07.2018

 

Projeto muda valores para empresa ser considerada de grande porte

Ramalho: “ao ser enquadrada como de grande porte, uma empresa passa a arcar com obrigações que afetam o preço final das mercadorias”

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 8886/17, do deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), que altera os valores para empresas serem consideradas de grande porte.

Pela proposta, será considerada de grande porte a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 440 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 550 milhões.

O projeto altera a Lei 11.638/07, que hoje considera de grande porte a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões.

Ramalho ressalta as obrigações acessórias impostas às empresas de grande porte, como pagamento de sistemas informatizados para validar o preenchimento de declarações, que, somados aos tributos, afetariam o preço final das mercadorias.

Ramalho destaca ainda que os valores que definem uma empresa de grande porte não sofreram nenhum reajuste na última década. “O País tem enfrentado mudanças econômicas que afetam diretamente as indústrias nacionais e o valor estabelecido como parâmetro para o enquadramento de grande porte não acompanhou o momento econômico do Brasil; e isso vem colaborando para a perda da competitividade”, disse.

Tramitação
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da Proposta: PL-8886/2017

Fonte: Câmara Notícias, 24.07.2018

 

Projeto obriga divulgação na internet de estoques de medicamentos de farmácia pública

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 9300/17, que obriga as instâncias gestoras do Sistema Único de Saúde (SUS) a disponibilizar nas respectivas páginas eletrônicas na internet os estoques de medicamentos presentes nas farmácias públicas que estiverem sob sua gestão, com atualização diária. Apresentado pelo deputado Eduardo Cury (PSDB-SP), a proposta inclui a obrigação na Lei Orgânica da Saúde (8.080/90). Pelo texto, a informação deverá ser divulgada de forma acessível ao cidadão comum.

Segundo Cury, o projeto foi inspirado em iniciativa da prefeitura de São José dos Campos (SP), que desde 2017 divulga, por meio da internet, os estoques diários dos medicamentos disponibilizados para a população. “Muitas pessoas vão em busca de um medicamento que lhe foi receitado nas unidades de dispensação, mas são surpreendidos pela inexistência do produto, fato que pode se repetir diversas vezes”, afirma o deputado. “Pacientes perdem tempo e dinheiro nas visitas constantes às farmácias e não conseguem obter o remédio indicado”, completa.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da Proposta: PL-9300/2017

Fonte: Câmara Notícias, 24.07.2018

 

Projeto permite que corretores autônomos criem sociedade para atuar com imobiliária

Projeto do deputado João Paulo Kleinübing (DEM-SC), em tramitação na Câmara dos Deputados, autoriza os corretores de imóveis autônomos a constituírem sociedade para realizar parcerias comerciais com as imobiliárias.
O projeto (PL 9151/17) altera a Lei 6.530/78, que regulamenta a profissão de corretor de imóveis.

Segundo a proposta, a sociedade de corretores poderá atuar com as imobiliárias em regime de parceria, sociedade em conta de participação ou consórcio. A relação comercial não configurará vínculo empregatício ou previdenciário, ainda que haja relação subordinada da associação de corretores com a imobiliária.

O deputado Kleinübing disse que a proposta abre novas possibilidades de atuação dos corretores e das imobiliárias. Hoje, a lei permite apenas a associação individual entre o corretor autônomo e a imobiliária.
“O projeto ampliará as possibilidades de celebração de contrato de associação, ao mesmo tempo em que reduzirá os custos do exercício profissional, que poderá ser dividido entre os diversos corretores de imóveis que constituírem a sociedade”, disse.

Tramitação
O PL 9151/17 tramita de forma conclusiva e será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; Trabalho, de Administração e Serviço Público; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Câmara Notícias, 23.07.2018

 

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