Brasileiro acredita que 2018 será melhor para o país


Publicado em : 05/01/2018 | por Sudanês Pereira | Agência Comércio | Atualizado em: 05/01/2018


O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) realizaram uma pesquisa para saber quais eram as expectativas e projetos dos brasileiros para 2018. A pesquisa “Retrospectiva 2017 e Expectativas 2018 dos Consumidores”, teve como objetivo conhecer a opinião dos brasileiros em relação à vida pessoal e ao cenário econômico e seus diversos efeitos em 2017, considerando aspectos como a situação financeira, a percepção do contexto econômico geral, o endividamento das famílias, os cortes no orçamento familiar e pessoal e a realização de planos em 2017, ao lado das expectativas e temores para 2018. Os resultados mostraram que mais da metade dos brasileiros (54%) estão mais otimistas com o cenário econômico de 2018 e 58% acreditam que a sua vida financeira também será melhor. A pesquisa mostrou também que as principais metas financeiras para este ano são juntar dinheiro (45%) e sair do vermelho (27%).

De acordo com a pesquisa, os brasileiros chegaram ao fim de 2017 com a sensação de que a recessão já ficou para trás e 2018 traz otimismo, mas também cautela. Como medida para superar os problemas decorrentes da crise econômica em 2018, a maior parte dos entrevistados mencionaram evitar o uso do cartão de crédito (26%), organizar as contas da casa (25%) e aumentar a renda fazendo trabalhos extras (22%). Ver o gráfico/ilustração.

Não obstante os problemas econômicos do país, 38% dos entrevistados pretendem fazer uma reserva financeira em 2018, 29% não querem abrir mão dos planos de celular e internet e 23% do plano de saúde. Segundo os entrevistados, os principais fatores que podem influenciar o aumento do seu consumo este ano são os preços dos produtos (47%), as promoções (40%) e a melhora da economia (32%).

Segundo o SPC Brasil, ao final de 2017, aproximadamente 59,9 milhões de brasileiros estavam negativados. Entre os consumidores que ficaram com o nome sujo ao longo de 2017 (17%), 81% possuem parcelas no cartão de crédito pendentes, 69% estão com dívidas vencidas no cartão de lojas e 67% com parcelas pendentes em carnês ou boletos. As contas que estão a mais tempo sem pagar são as parcelas do cartão de crédito (9 meses, em média) e as dívidas do cartão de lojas (média de 8,6 meses). E as que estão a menos tempo são as contas do telefone (2,7 meses) e a de água e luz (1,6 meses).

Em média, o valor total da dívida em atraso é de R$ 3.902, entretanto, 57% não souberam declarar o valor. Cerca de 34% pretendem limpar o nome, mas não têm uma previsão definida. Entre quem pretende limpar o nome em 2018, a média de tempo prevista para efetuar os pagamentos e sair da lista de negativados é de quatro a cinco meses.

O SPC Brasil entrevistou 682 pessoas, entre 27 de novembro e 07 de dezembro de 2017, de ambos os sexos e acima de 18 anos, de todas as classes sociais em todas as regiões brasileiras.

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Autor : Sudanês Pereira | Agência Comércio
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