E-commerce no Brasil faturou R$ 23,6 bi no 1º semestre de 2018

E-commerce no Brasil faturou R$ 23,6 bi no 1º semestre de 2018

A Ebit/Nielsen divulgou na semana passada o estudo sobre o e-commerce no Brasil, no primeiro semestre de 2018. O Webshoppers é um estudo realizado pela Ebit desde 2001 sobre o comércio eletrônico no Brasil, e está na 38º versão.

De acordo com o levantamento da Ebit, o e-commerce brasileiro cresceu 12,1% no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento representou um faturamento de R$ 23,6 bilhões. Assim como no ano passado, o destaque ocorre para os grandes marketplaces que apresentaram taxas elevadas de crescimento, impulsionando assim uma alta de 8% no total de pedidos, registrando um total de 54,4 milhões. Cerca de 27,4 milhões de consumidores fizeram compras no e-commerce no primeiro semestre deste ano, desse total, 4,5 milhões compraram pela primeira vez.

Outro destaque dessa edição foi o aumento das vendas via dispositivos móveis, como já registrados nos anos anteriores. Segundo o Ebit, o crescimento do acesso à internet, fortalecido pelo crescimento do mercado de smartphones, permitiu que mais consumidores realizassem compras no varejo digital. No primeiro semestre de 2018, 17,4 milhões de pedidos foram realizados por meio de smartphones ou tablets, movimentando cerca de R$ 6,7 bilhões, alta nominal de 30% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A pesquisa mostrou também uma mudança na forma de pagamento das compras online. No 1º semestre de 2017, 48,2% das vendas capturadas no e-commerce foram com pagamento à vista. Já no mesmo período de 2018, 52,1% decidiram pagar em uma única parcela suas compras, aproveitando inclusive incentivos das lojas com descontos.

Em relação às categorias por segmentos de vendas, a categoria Saúde/Perfumaria e cosméticos ultrapassou Moda e Acessórios, liderando o ranking de pedidos no primeiro semestre de 2018. Segundo o relatório, o crescimento do setor de Cosméticos e Perfumaria no comércio eletrônico se deve, principalmente, ao fortalecimento da presença de grandes fabricantes desse tipo de produto no ambiente online.

Considerando os consumidores por classe social, a classe C representou 36% dos consumidores online, enquanto as classes D e E somaram 46%. Já as classes A e B, juntas, representaram 18% do e-commerce no primeiro semestre de 2018.

Sob o ponto de vista regional, a pesquisa mostrou que a região Sudeste continua sendo a mais relevante em relação às compras do e-commerce, com 61,2% do share de produtos do Brasil, mas que perde aos poucos sua hegemonia para as outras regiões. A região Sul foi a que mais cresceu, foram 1,8 milhões de pedidos a mais do que no primeiro semestre de 2017.

De acordo com as previsões da Ebit, o faturamento do e-commerce em 2018 deverá ser de R$53,4 milhões em 2018, alta de 12% ante 2017.

Desde janeiro de 2000, a Ebit já coletou 30 milhões de avaliações dos consumidores, sendo, em média, mais de 400.000 novas todo mês. Essas informações, compiladas, geram relatórios de Inteligência de Mercado, que traçam o perfil do consumidor online e também avaliam comparativamente os serviços prestados pelas lojas virtuais, em quesitos como entrega, preço do produto, formas de pagamento, NPS, entre outros.

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