Fecomércio leva empresários para conhecerem Porto de Sergipe


Publicado em : 07/02/2020 | por Marcio Rocha | Agência Comércio | Atualizado em: 07/02/2020


Após discussões realizadas na Federação do Comércio, com o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira, convidando a empresa VLI, administradora do Porto de Sergipe. O objetivo da visita foi interagir com a classe empresarial sobre como o porto pode ser utilizado para o escoamento e recebimento de produtos para as empresas locais, foi definida uma visita dos empreendedores sergipanos para conhecer seu funcionamento.

A visita aconteceu na quinta-feira (06), com mais de 30 representantes dos setores de comércio, indústria, serviços e agronegócio conhecendo o Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), em Barra dos Coqueiros. Os empresários foram recebidos pelos representantes da VLI e verificaram como são feitas as operações de transporte da empresa e como as mercadorias sergipanas podem ser enviadas para outros estados do Brasil e outros países. A visita dos empresários foi acompanhada pelo superintendente do sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Maurício Gonçalves, que destacou a importância do uso do porto como um instrumento de desenvolvimento do comércio exterior e elevação da produtividade das empresas sergipanas.

“Trazer os empresários para o porto foi muito bom, para que eles compreendam que Sergipe tem uma excelente estrutura de cabotagem e escoamento de produtos para nossas empresas. Estamos com um programa de comércio exterior que envolve vários países, mas com concentração na China. O mercado internacional tem alta capacidade de absorção dos produtos sergipanos, principalmente Europa, África e Ásia, por terem carência de produtos alimentícios, bebidas, cosméticos, entre outros tantos que Sergipe pode ajudar a preencher essa lacuna. Se as empresas operarem no porto, com suas operações de carga e descarga, todo o estado vai ganhar com a movimentação de mercadorias. Porque além de termos alta capacidade de exportação, também podemos comprar produtos de qualidade a preços competitivos para nosso comércio”, comentou.

Os representantes da VLI, Elias Rezende, Fernando Morcelli e Itamar Mota, acompanharam a comitiva por todas as instalações do porto e explicaram que Sergipe tem capacidade de recepção de diversos tipos de navios de transporte de mercadorias. O porto de Sergipe tem uma grande capacidade de expansão para as operações de transporte marítimo, devido à sua grande área de retroporto, explica o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, Laércio Oliveira.

“Nosso porto tem uma grande estrutura com capacidade de ampliação, pois temos uma área imensa de retroporto, que pode se tornar uma zona aduaneira, área alfandegada. Se as empresas usarem melhor o porto para envio e recebimento de produtos, o estado poderá apresentar muito crescimento econômico, com o desenvolvimento que as empresas poderão dar para a região. Aqui temos capacidade de elevar nossas operações de transporte terrestre, hospedagem, serviços de vários tipos, além da expansão da produtividade do agronegócio. O porto de Sergipe pode promover uma grande economia para as empresas que não precisarão enviar seus produtos por portos de outros estados, o que vai baratear os custos finais de produção”, disse Laércio.

O coordenador do movimento “É de Sergipe”, que defende o estímulo ao consumo de produtos das empresas sergipanas, Lincolin Amazonas, destacou a importância da visita ao porto. “Foi muito boa a iniciativa da Fecomércio atuando para o desenvolvimento do Estado”, afirmou.

O Terminal Marítimo Inácio Barbosa tem área de armazenagem com capacidade para 400 contêineres e agilidade no desembaraço. Os contêineres serão recebidos via regime de DTA (Declaração de Trânsito Aduaneiro) o que permite o transporte de mercadorias, sob controle aduaneiro, com a suspensão de tributos. Além de movimentar granéis sólidos, granéis líquidos, grãos e operação offshore (suporte para as embarcações de apoio às plataformas de petróleo próximas à costa). Os principais produtos são coque, ureia, cimento, clínquer, trigo, soja, fertilizantes, ácido sulfúrico e derivados. Como estrutura, possui um píer de atracação para granéis com 356 metros de comprimento, outro de atracação para operação offshore com 59 metros de comprimento, sete armazéns com capacidade estática de 55 mil toneladas, dois pátios de granéis com capacidade estática de 90 mil toneladas e três silos de granéis com capacidade de 60 mil toneladas.

 

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Autor : Marcio Rocha | Agência Comércio
Categorias : Notícias