Comércio varejista sofre queda de -9,1% em outubro

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Os números do comércio varejista sergipano apresentados pelo IBGE relativos ao volume de vendas no mês de outubro foram estudados pelo departamento de economia da Federação do Comércio de Sergipe (Fecomércio), que analisou os resultados para efeito comparativo entre este ano e o ano passado.

De acordo com as informações analisadas, o comércio varejista ampliado apresentou uma nova queda no seu volume de vendas em outubro, comparando com o mesmo mês do ano passado. O volume de vendas do varejo ampliado deste ano foi -9,1% menor que o mês de outubro de 2015. Com isso, segue a trajetória negativa dos resultados das vendas do comércio, que em 2016 manteve trajetória negativa em todos os dez meses analisados. Contudo, o número apresentado em outubro é o de menor queda de vendas no ano, o que indica uma condição de leve melhoria nas aspirações da economia. A receita nominal do comércio varejista ampliado recuou -1,6%, em outubro. No período corrente de 2016, entre janeiro e outubro, o recuo do volume de vendas do varejo ampliado é de -14,4%, com retração de -5,7% na receita nominal.

Já o comércio varejista restrito está apresentando sinais de melhora. Pelo segundo mês consecutivo, há crescimento no volume de vendas, mesmo que pequeno. Outubro apresentou aumento de 0,7% nas vendas realizadas no comércio sergipano, comparando com o mês de setembro. No comparativo com outubro de 2015, as vendas do comércio caíram -7,2%. O saldo acumulado no ano de 2016 é negativo, apontando -11,6% de retração no volume de vendas do comércio varejista restrito. O presidente da Fecomércio, Laércio Oliveira, analisou a situação das vendas do comércio, manifestando um otimismo para a economia, mesmo com as vendas ainda em processo de queda.

“Observando as trajetórias dos volumes de vendas do varejo restrito e do varejo ampliado, verificamos que ambos estão apresentando recuperação. Este é o segundo mês consecutivo que o varejo restrito recupera vendas. O varejo ampliado segue trajetória de recuperação, embora com volume de vendas em queda, mas o desempenho mostra que as vendas estão caindo, mas com menos força. A combinação do crédito mais caro, retração da renda e inflação alta, deve manter o comércio em níveis fracos até o final do ano, recuperando-se, de fato, somente em 2017”, disse.

Com a leve recuperação do varejo restrito e a diminuição da força da queda das vendas no comércio ampliado, há uma possibilidade que a economia possa fechar o ano em uma situação melhor que a atual. Apesar do comércio ampliado continuam em trajetória decrescente, outubro apontou o menor volume de queda nas vendas. A conjuntura macroeconômica, se apresentar melhora, poderá resultar em recuperação da economia local, dando maior poder de compra para o público consumidor.