Câmara Empresarial de Pesca e Aquicultura da Fecomércio se reúne para discutir fake News sobre camarões contaminados


Publicado em : 21/11/2019 | por Victória Valverde | Agência Comércio | Atualizado em: 21/11/2019


Na segunda-feira (18), a Câmara Empresarial de Pesca e Aquicultura do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac se reuniu, com o objetivo de discutir as fake news originadas das reclamações dos pescadores, que insinuaram que o camarão do estado estaria supostamente contaminado devido ao vazamento de petróleo na região litorânea.

A questão das manchas de óleo tem sido discutida desde setembro e gera preocupação na população acerca da ingestão do crustáceo. A situação atrapalha toda a cadeia produtiva, que vai desde o pescado, até o turismo. Já que, segundo os pescadores, parte da população encontra-se receosa em consumir o alimento, diminuindo sua procura por produtos pescados.

Entretanto, segundo o coordenador da Câmara de Pesca e Aquicultura, Humberto Eng, não existe um laudo técnico desabonando o pescado de Sergipe ou registros de casos de infecção por ingestão do alimento, o que torna as preocupações ilegítimas. “Represento os barcos de pesca e nenhum barco puxou um tufo de óleo sequer, garantindo a qualidade do pescado de alto mar. Tal como os camarões de viveiro não sofrem alterações, devido ao sistema de filtragem de água que evita as impurezas de chegarem aos tanques”, afirmou o presidente.

De acordo com o superintendente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Raimundo Brito, 15 dos 35 presidentes das colônias de pescadores do estado se manifestaram na entidade. A petição foi motivada pela perspectiva de receber o seguro defeso, benefício previdenciário no valor de um salário mínimo (R$998), normalmente destinado aos pescadores profissionais durante o período de reprodução de espécies, quando a pesca é proibida.

Todavia, o superintendente disse que o INSS não recebeu, até o momento, nenhuma norma em relação a distribuição do seguro defeso em virtude de uma possível contaminação do pescado.

O grande receio dos órgãos e empresários do segmento é que o turismo seja afetado a médio prazo, em torno de janeiro e fevereiro de 2020, época de grande movimentação turística. No encontro, foram levantadas como medidas combativas coletivas de imprensa e campanhas para divulgar a segurança do alimento para a população geral e turistas.

Outra grande aposta para garantir a venda e confiança no produto é o “Festival do Camarão”, evento que reunirá restaurantes do segmento de Aracaju e terá início em 16 de janeiro de 2020 e continuará até o final de fevereiro. Esta será a primeira edição do festival, que terá entre 30 a 40 casas participantes e acontecerá em toda a Aracaju, com ênfase na orla de Atalaia e bares de praia.

Estavam presentes na reunião representantes da Marinha do Brasil, da Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo (Semict), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Associação Sergipana dos Armadores de Pesca Artesanal (Aseapa), da Associação brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), da Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri) e empresários da categoria.

 

 

 

 

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Autor : Victória Valverde | Agência Comércio
Categorias : Notícias