Impasse continua no fechamento do acordo de trabalho dos comerciários

A Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE) sediou no final de tarde da última quarta-feira, 22 de maio, mais uma rodada de negociações entre empresários e comerciários, objetivando o fechamento do acordo coletivo de trabalho da categoria referente ao período 2013/2014, que tem como data base primeiro de maio. A reunião, que contou com a participação dos presidentes da Federação do Comércio (Fecomércio) e da Federação dos Empregados no Comércio e Serviços do Estado de Sergipe (Fecomse), respectivamente Abel Gomes da Rocha Filho e Ronildo Torres Almeida, foi medida pelo representante da SRTE, Nilson Barreto Socorro.

Aberta a reunião, o representante laboral apresentou contraproposta escrita dos trabalhadores reivindicando a unificação dos pisos da categoria, que será reajustado para o valor equivalente a R$ 915,30 e para quem recebe salário acima do piso, o reajuste será de 13%, retroativos a primeiro de maio. Os comerciários pediram ainda na contraproposta, o fornecimento de uma cesta-básica mensal, para todos os funcionários, com base nos itens do Dieese; elaboração do Plano de Participação nos Lucros das Empresas para todos os funcionários, com base na Lei 10.101/2000 e ratificação da Convenção Coletiva de Trabalho 2012/2013.

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Com relação ao funcionamento do comércio nos feriados, a contraproposta libera a abertura das empresas nos seguintes dias: 12 de outubro de 2013 (Nossa Senhora Aparecida); 15 de novembro de 2013 (Proclamação da República); 08 de dezembro de 2013 (Nossa Senhora da Conceição); 17 de março de 2014 (Aniversário de Aracaju) e 21 de abril de 2014 (Tiradentes). O documento pede ainda para o comerciário que labutar em qualquer uma dessas datas, o pagamento da hora trabalhada acrescida de 100%; pagamento de gratificação ao final do dia no valor de R$ 30,00, além do fornecimento gratuito, sem qualquer ônus para o empregado de vale transporte e alimentação.

Após a entrega do documento, Abel Gomes pediu a suspensão temporária da reunião para análise em separado da contraproposta e no retorno, disse que pelo conteúdo do documento dos trabalhadores, os representantes patronais não tinham como no momento fazer apreciação mais detalhada e apresentar uma resposta. Diante do exposto, o mediador sugeriu a suspensão da rodada, para que a classe patronal tivesse tempo de fazer um estudo mais aprofundado da contraproposta e agendou uma nova reunião para o dia 03 de junho, às 9h, no mesmo local.