Cerca de 1,5 milhão de novas MPEs podem ser criadas em 2019

Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as micro e pequenas empresas (MPEs) devem gerar um saldo de 600 mil trabalhadores contratados em 2018. Os pequenos negócios tem sido a mola propulsora da geração de empregos formais no país, apesar de todas as dificuldades de empreender no Brasil.

O Sebrae estima que, para 2019, sejam criados cerca de 1,5 milhão de novas empresas (aí incluídos os microempreendedores individuais e as micro e pequenas empresas). Cerca de 98,5% das empresas brasileiras estão no segmento de MPEs, sendo, portanto, uma oportunidade para abertura de novas vagas de trabalho.

De acordo com o Sebrae, em 2017, dos 1,4 milhão de trabalhadores que conquistaram o primeiro emprego, 755 mil tiveram as MPEs como a primeira oportunidade de emprego. As mulheres lideraram o preenchimento de vagas, principalmente nos setores do Comércio e Serviços, que responderam com 75% dos postos de trabalho criados para quem está entrando no mercado de trabalho, no país. Segundo o Sebrae, o público com idade entre de 18 e 24 anos, já soma 20,3% das pessoas envolvidas na abertura de uma empresa.

O Simples Nacional, é um regime tributário, diferenciado e simplificado, previsto na Lei Complementar nº 123, de 2006, e é um dos principais impulsionadores para o empreendedorismo dos pequenos negócios no Brasil. O Simples permite o recolhimento de todos os tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia. A alíquota do tributo é diferenciada conforme o faturamento. Foi o Simples Nacional que permitiu a milhões de empreendedores de diversos setores econômicos, a abrirem seus negócios. Além da unificação dos tributos, o Simples destaca-se como fator de desempate para empresas que concorrem a licitações do governo e facilita o cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias por parte do contribuinte.

Segundo os dados da Receita Federal, em 2017 os Estados arrecadaram R$ 10,7 bilhões com o Simples Nacional. Em 2018, no período de janeiro a julho, os Estados já arrecadaram R$ 6,6 bilhões, nesse mesmo período, a União já arrecadou R$ 37,4 bilhões. Essa é a força das MPEs e do Simples Nacional. É fato a contribuição das micro e pequenas empresas para o desenvolvimento local, para a geração de empregos formais, e para a contribuição da arrecadação nas esferas governamentais, que devem retornar à população em forma de políticas públicas e atendimento das demandas da população e do setor produtivo.

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Pequenos Negócios Geram 395 mil Empregos no Brasil

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), divulgou um levantamento sobre a geração de empregos formais pelos pequenos negócios no primeiro semestre de 2018.

Os dados mostraram que, no período de janeiro a julho deste ano, os pequenos negócios foram responsáveis pela geração de 395.311 empregos no país. O resultado foi 31% acima do saldo registrado no mesmo período do ano passado, e quase 10 vezes maior que o saldo gerado pelas médias e grandes empresas – 40.785 mil empregos. As pequenas empresas têm trajetória de saldo positivo na geração de empregos de janeiro a julho de 2018.

Considerando os setores de atividade econômica dos pequenos negócios, o destaque na geração de empregos formais cabe ao setor Serviços, que gerou no primeiro semestre 237.517 empregos, seguido por pequenas empresas da Agropecuária, com a criação de 83.911 novos postos de trabalho, e em terceiro lugar estão as micro e pequenas empresas da Construção Civil, gerando 66.214 novas vagas de trabalho no primeiro semestre de 2018. As pequenas empresas da indústria da transformação criaram 50.014 empregos nesse período. As pequenas empresas do Comércio ainda não se recuperaram da crise da economia dos últimos anos, isso se refletiu no fechamento de 48.727 postos de trabalho, de janeiro a julho deste ano. Ver gráfico.

Os pequenos negócios da região Nordeste contribuíram com a geração de 42.219 novos postos de trabalho no primeiro semestre de 2018. As micro e pequenas empresas da Bahia lideraram a geração de novas vagas (15.661) no período de janeiro a julho, seguido pelo Ceará (11.064 novos empregos) e Maranhão (4.117) empregos formais.




Mercado de TI no Brasil foi de US$ 39,1 bilhões em 2017

Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), o mercado brasileiro de tecnologia da informação (hardware, software, serviços e exportações de TI) em 2017 foi de US$ 39,1 bilhões, ou cerca de R$ 136 bilhões. Esse e outros resultados foram divulgados no Relatório Mercado Brasileiro de Software: panorama e tendências, 2018. Esse resultado representa cerca de 1,9% do PIB brasileiro e 1,8% do total de investimentos de TI no mundo.

Considerando-se apenas o mercado interno, descontando as exportações de TI, da ordem de US$ 1 bilhão, o mercado total de TI (software, serviços e hardware) foi da ordem de US$ 38,5 bilhões. De acordo com o Relatório, deste valor, US$ 8,183 bilhões vieram do mercado de software e US$ 10,426 bilhões do mercado de serviços. Esse resultado consolida a passagem do país para o grupo de economias com maior grau de maturidade no mundo, que privilegiam o desenvolvimento de soluções e sistemas de TI. O setor de software no país teve um crescimento de 2,8% em 2017, já o setor de serviços apresentou um crescimento de 3,8%. No conjunto, software e serviços tiveram um crescimento de 3,7% em 2017.

Segundo o relatório da ABES, em 2017 a utilização de programas de computador desenvolvidos no país (incluindo o software sob encomenda) representou 32% do investimento total, mantendo a tendência de crescimento da participação do software desenvolvido no país em relação ao mercado total. O levantamento mostrou também que existe cerca de 17.000 empresas dedicadas ao desenvolvimento, produção, distribuição de software e de prestação de serviços no mercado nacional, sendo que aproximadamente 61,7% delas possui atividade principal voltada para o desenvolvimento e produção de software ou a prestação de serviços.

 

A pesquisa revelou também que 5.138 empresas atuam no desenvolvimento e produção de software, e cerca de 95,5% são de micro e pequenas empresas (até 99 empregados). Ainda, 55% do mercado usuário é composto por empresas dos setores de Serviços, Telecom e Finanças, seguidos por Indústria e Comércio. O setor Governo vem perdendo participação no conjunto dos usuários do setor. Já em termos de crescimento, Finanças foi o setor que apresentou o maior aumento nos investimentos em TI no ano de 2017. Os resultados positivos de TI em 2017, gerou melhores expectativas para o mercado em 2018.

 

Mercado Brasileiro de Tecnologia da Informação no Brasil – 2017 (US$ milhões)
Mercado Valores em US$ (milhões)
Software 8.357
Serviços 10.921
Hardware 19.826
Total 39.104

Fonte: ABES – Relatório Mercado Brasileiro de Software: panorama e tendências, 2018.

Obs1.: Mercado total inclui mercado doméstico e mercado de exportação.

 

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Reajuste do frete terá impacto de R$ 1,09 bilhão no comércio até o fim do ano

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou um estudo no qual alerta os impactos que o reajuste do frete poderá causar no Comércio.

No início do mês de setembro, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou a nova tabela com os valores mínimos do frete em todo o País. A medida corrige a tabela editada em 30 de maio, criada para satisfazer uma das principais exigências feitas pelos caminhoneiros no auge da greve que paralisou o Brasil por 11 dias no fim de maio.

Segundo a CNC, e com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as despesas com fretes em todo o comércio representam 10,5% de suas despesas totais. No comércio atacadista, onde as despesas com a logística de mercadorias têm uma participação maior na matriz de custos das empresas, o peso com serviços de transportes (15,4%) é ainda mais elevado. No varejo e no comércio automotivo, esses percentuais correspondem a 6,0 e 5,1%, respectivamente.

Como o comércio é uma atividade situada no fim da cadeia produtiva, este deverá sofrer direta ou indiretamente com elevação do custo do frete. Além de arcar com gastos adicionais para o escoamento de suas mercadorias, a operação do setor poderá ser impactada por repasses parciais provenientes de outros setores da economia.

Já no comércio atacadista de matérias-primas agrícolas e animais vivos, por exemplo, o frete consome 23,3% das despesas totais. De forma semelhante, destacam-se as participações desses gastos no comércio atacadista de combustíveis e lubrificantes (23,0%) e no atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo (21,3%). Segundo estimativas da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para todo o universo de empresas comerciais, essas despesas com fretes somaram R$ 50,7 bilhões em 2017, sendo R$ 35,0 bilhões no comércio atacadista, R$ 13,6 bilhões no varejista e R$ 2,2 bilhões no automotivo.

Com o reajuste da tabela, até o fim de 2018, o comércio atacadista será o mais penalizado, devendo incorrer em gastos adicionais de R$ 689,8 milhões. O varejo e o comércio automotivo terão gastos extras de R$ 293,8 milhões e R$ 44,9 milhões, respectivamente.

Diante do atual cenário de desaceleração da demanda, dificilmente os diversos segmentos do comércio conseguirão transferir aos preços finais o custo adicional do reajuste imposto pela tabela recém-divulgada. Ainda que nenhum outro reajuste seja autorizado na tabela até o fim deste ano, o impacto dos gastos adicionais com fretes (R$ 1,09 bilhões) corresponderá a um acréscimo final de 0,6% nas despesas totais do comércio em 2018.

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Turismo Online no Brasil fatura R$ 35,1 bilhões

Cada vez mais o consumidor tem acesso a produtos por múltiplos canais de compra, e esses canais permitem ao consumidor a viabilidade da compra em qualquer hora. O brasileiro tem se tornado, assim como em vários países, um usuário multicanal. Segundo a pesquisa do E-bit, o varejo de bens de consumo online apresentou um faturamento de R$ 47,7 bilhões em 2017, cerca de 8% superior que 2016.

Na pesquisa sobre E-commerce no Brasil, a E-bit também mostrou dados sobre o Turismo Online no Brasil. O levantamento do E-bit mostrou que, dentro do Mercado de Digital Commerce, o Turismo Online foi o segundo setor de maior crescimento nominal, ele cresceu cerca de 17,8% em relação a 2016, e movimentou R$35,1 bilhões no ano passado. A pesquisa abrangeu os hábitos de consumo de turismo online no Brasil, considerando os principais itens relacionados a viagens, como passagens aéreas, reservas de hotéis, pacotes turísticos e outros serviços relacionados à Online Travel Agency (OTA). O estudo foi realizado com uma amostra de 2.241 consumidores online entre 22 de março e 03 de abril de 2018.

O que essa pesquisa revelou: 1) Menos pessoas viajaram em 2017 em comparação a 2016, porém houve um aumento na frequência das viagens de lazer nacionais. Em outras palavras, quem viajou acabou viajando mais do que no ano anterior; 2) Em relação ao meio de transporte, o carro próprio (42,0%) foi mais utilizado do que em 2016, muito provável para viagens curtas a cidades vizinhas, quando as famílias podem desfrutar de uma viagem rápida sem a necessidade de um grande investimento, o avião (38,9%) foi o segundo meio de transporte mais utilizado; 3) As viagens de lazer internacionais tiveram uma retração. Em 2016, 76% não realizaram uma viagem internacional de lazer, já em 2017, foram 84%. A pesquisa mostrou também que a  frequência também sofreu uma queda: em 2016, cerca de 24% fizeram até 3 viagens internacionais com a finalidade de lazer; já em 2017 foi de 16%. As viagens de negócios internacionais caíram 5% em 2017, em 2016 a queda foi de 6%; 4) Em relação às viagens nacionais com a finalidade de negócios, o levantamento mostrou que houve redução de 70% em 2017, em 2016, 66% informaram não terem viajado a negócios; 5) No que se refere ao dispositivo de compra, o desktop (72% dos pesquisados em 2017, em 2016 esse percentual foi de 76%) foi o canal mais utilizado para o consumo relacionado ao turismo. Porém, o smartphone teve papel significativo, mesmo que tímido, pois o uso do celular para a reserva de viagens foi utilizado por 28% dos pesquisados em 2017, contra 24% em 2016.